CONTAS PÚBLICAS VI
Venda
dos créditos da Cohab fica para
1999A
venda da carteira imobiliária da
Companhia Habitacional de
Pernambuco (Cohab) para a Caixa
Econômica Federal só vai ser
concluída no próximo ano.
Portanto, caberá ao futuro
governador Jarbas Vasconcelos
(PMDB) finalizar a negociação
para evitar que o Estado seja
punido porque o atual governador
Miguel Arraes (PSB) não cumpriu
o contrato com o Banco Central.
Estava previsto o envio do valor
líquido obtido com o leilão de
privatização do Bandepe, R$
179,4 milhões, à Secretaria do
Tesouro Nacional (STN) para
abater o empréstimo feito para
sanear o banco. Ontem, os
deputados aprovaram em segunda
votação, o projeto 859, que
autoriza a venda dos créditos da
Cohab e hoje, às 10h, votam a
redação final do projeto.
O passo
seguinte será a publicação no
diário oficial e em seguida o
projeto será sancionado pelo
governador Arraes. Com o
entendimento entre o atual e o
futuro governo e a autorização
legislativa para negociação,
Pernambuco já fica livre de
punições por parte da União. O
resultado é que o maior temor
dos integrantes da equipe de
Jarbas Vasconcelos - o corte dos
repasses do Fundo de
Participação dos Estados (FPE)
- não vai mais ocorrer.
A definição
do valor real dos créditos da
Companhia Habitacional de
Pernambuco vai depender da
análise contrato a contrato que
será feita pela Caixa Econômica
Federal. "Nossa missão
agora será acompanhar este
processo para assegurar um ágio
menor", afirmou o deputado
estadual João Braga (PSDB).
De acordo com
João Braga, existe um consenso
na Assembléia Legislativa de que
o valor da carteira imobiliária
será "muito superior a
verba do Bandepe (R$ 179,4
milhões)". Com isso, os
parlamentares acreditam poder
garantir o uso dos recursos
excedentes em habitação
popular, como determinou a emenda
do deputado Paulo Rubem Santiago
(PT), que foi acolhida pelo
relator da comissão de Justiça,
deputado estadual Romário Dias
(PFL) e pelo plenário.
LICITAÇÃO -
A segunda sugestão, também do
deputado petista, prevê a
manutenção dos servidores na
empresa e garantia das suas
funções de agente financiador
de habitação popular. Apesar de
ter apoiado o projeto, Paulo
Rubem Santiago ainda aguarda
resposta de uma consulta que fez
ao Tribunal de Contas do Estado
(TCE) sobre a legalidade de fazer
a transferência sem licitação.
O deputado estadual também
admite que pode ingressar na
Justiça contra a venda da
carteira, dependendo da resposta
do Tribunal de Contas do Estado.