NATAL
Nordestinos
estão consumindo mais peru e
chester no Natalpor MARCONY ALMEIDA
Especial para o JC
Hoje é dia de
arrumar a casa e reunir a
família para a ceia de Natal. Os
pratos são os mais diversos, mas
o que não pode faltar à mesa
são os tradicionais peru e
chester. Considerados por muita
gente como tradição do Sul e
Sudeste, as aves estão tomando
conta da mesa do nordestino. A
Perdigão prevê um crescimento
nas vendas de chester em torno de
20% no Nordeste, em relação a
97, enquanto a média nacional
deve alcançar os 10%. Desde o
início do Plano Real que o
consumo de peru no Nordeste
ultrapassou o do Sudeste, e a
região já responde por 18% das
vendas da Sadia no Natal.
A Perdigão
calcula que devem ser vendidas
5,2 milhões de aves em todo o
País, em dezembro, sendo 1,7
milhão no Nordeste. Isso incide
num aumento de consumo em torno
de 5%, sobre o mesmo período de
97. A procura do nordestino pelo
chester vem aumentando há cerca
de três anos, segundo o gerente
regional da empresa, Antônio
Machado. Para ele, o Nordeste é
um mercado que vem crescendo e
mudando o conceito de que ceia
com chester e peru só acontece
no Sul. "Com essa nova
demanda, estamos planejando
investir na produção para
outras comemorações como a
Páscoa e Dia das Mães",
anuncia.
A produção de
peru da Sadia cresceu 5% esse ano
e a empresa calcula um aumento de
10% nas vendas sobre 97. Para o
diretor comercial da Sadia,
Roberto Banfi, os principais
responsáveis por esse aumento
são os consumidores nordestinos.
"Embora considerado
tradicional no Sul, o consumo do
Peru vem se unificando em todas
as regiões do País. Mas, o que
vem nos surpreendendo são as
vendas no Nordeste", analisa
Banfi. Para ele, o Plano Real
proporcionou o crescimento.
De acordo com a
dona de casa Cleide Medeiros
Ferreira, a ave é indispensável
em sua ceia por ser uma
tradição de 50 anos. Ela criava
as aves em sua casa, no Amazonas,
à espera das festas natalinas.
"Há uma superstição de
que não se podia comer peru no
ano novo, pois como a ave cisca,
podemos iniciar o ano com o pé
atrás", conta. O
comerciante Paulo Ricardo Jambre
também aposta na tradição e
já comprou 15 aves para seu
restaurante. "E ainda não
é o suficiente".