DECISÃO
Incontestável
campeão, o CorinthiansSÃO PAULO - Com
gols de suas maiores estrelas,
Edílson e Marcelinho Carioca,
ambos no segundo tempo, o
Corinthians venceu o Cruzeiro por
2x0, ontem, no Morumbi,
sagrando-se pela segunda vez na
história campeão brasileiro.
Os grandes
heróis do título foram o
técnico Wanderley Luxemburgo,
que armou o time de forma ousada,
e o atacante Dinei, que entrou no
intervalo e criou as jogadas dos
dois gols. Dinei era o único do
time a ter participado da
conquista de 1990. O Corinthians
ganha o direito de participar da
Taça Libertadores da América no
ano que vem, ao lado do Palmeiras
e do Vasco.
A decisão
repetiu o equilíbrio das duas
partidas anteriores, mas teve
variações táticas
completamente diferentes. Os dois
técnicos, Wanderley Luxemburgo,
do Corinthians, e Levir Culpi, do
Cruzeiro, travaram um belo duelo
estratégico.
Apesar da
necessidade da vitória, o
Cruzeiro entrou com a mesma
formação cautelosa da partida
anterior: três volantes (Valdir,
Ricardinho e Djair) e apenas dois
atacantes (Müller e Fábio
Júnior). Em contrapartida, o
Corinthians, desprezando a
vantagem do empate, foi escalado
da forma mais ofensiva possível.
Em vez de Amaral, o substituto de
Gilmar foi o meia Ricardinho. No
ataque, Luxemburgo resolveu
arriscar com Mirandinha, que
voltava após 20 dias parado por
contusão.
A equipe
mineira teve duas chances no
primeiro tempo, num chute cruzado
de Fábio Júnior, aos 19
minutos, e numa cabeçada por
cobertura de Djair, aos 35. Ambas
as oportunidades foram criadas
após erros na saída de bola de
Rincón. A única chance do
Corinthians foi um chute de
Marcelinho, bem defendido por
Dida.
No segundo
tempo, o Corinthians voltou com o
mesmo esquema tático, mas com
Dinei no lugar de Mirandinha. O
time melhorou muito e antes dos
10 minutos, Dinei já havia
criado duas boas situações.
Percebendo o crescimento do
adversário, Levir Culpi repetiu
as alterações do último jogo,
retirando os volantes Valdir e
Ricardinho e colocando o meia
Caio e o atacante Marcelo Ramos,
aos 11 minutos. Era o tudo ou
nada para o Cruzeiro. A defesa
ficou vulnerável, mas o ataque,
muito perigoso. Luxemburgo
preferiu manter o Corinthians
ofensivo, optando pelo jogo de
alto risco porque não queria
ceder espaço ao Cruzeiro.
Aos 25, Dinei
fez grande lançamento para
Edílson, que entrou livre,
driblou o goleiro e tocou para as
redes, fazendo o Morumbi
explodir. No desespero, Levir
Culpi tirou o lateral Gustavo e
colocou o atacante Alex Alves. O
Cruzeiro passou a jogar com
quatro atacantes. Aos 36, o
Corinthians matou o jogo. Dinei
fez outra bela jogada e cruzou
para Marcelinho marcar o segundo,
de peixinho.