- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 23 de dezembro de 1998

HARDWARE III
Mercado tem mouse para todos os gostos e preços

Hoje é praticamente impossível encontrar alguém que não utilize o mouse. Muitas tarefas podem ser feitas via teclado, mas o ratinho bem que ajuda na hora de arrastar figuras dentro de um programa gráfico. Sem falar no salvador botão direito, que ativa as mais variadas funções de cada software. Nas lojas, é possível encontrar mouses para todos os gostos, desde os mais "descartáveis" até os que oferecem um ano de garantia.

De acordo com o funcionamento, os mouses podem ser divididos em três classes. Os mecânicos têm uma bola de borracha que se movimenta em todas as direções. Sensores mecânicos internos detectam a direção em que a bola está rolando, fazendo com que o cursor se mexa na tela. Os mouses optomecânicos possuem uma engenharia semelhante, à exceção de seus sensores, que são ópticos. Por fim, os mouses ópticos, que se utilizam de laser para perceber a movimentação do instrumento.

No ano passado, foram fabricados e vendidos 90 milhões de mouses em todo o planeta, segundo dados da Logitech, maior fabricante do produto. A indústria dos ratinhos alimenta outra, a dos mouse-pad, pequenos tapetes feitos normalmente de borracha e recobertos por um plástico liso - o mouse é colocado sobre essa superfície para que deslize melhor. "Normalmente, os consumidores são dois; os que preferem comprar equipamentos mais baratos e trocar de mouse com freqüência e os que investem mais na hora de escolher o produto, levando para casa um mouse melhor", explica Júlio Aguiar, diretor da Next Informática.

Para os primeiros, as lojas do Recife possuem modelos das mais variadas marcas, com preços entre R$ 5,00 e R$ 8,00. Esse tipo de mouse, conhecido como genérico ou simples, possui as mesmas características, independente da marca: são feitos de um material frágil, com vida útil de três meses, em especial se crianças lidam com o computador. Na maioria das vezes a entrada é serial (retangular, com nove furos), incompatível com micros "de griffe" - Compaq e IBM, por exemplo. Esses computadores utilizam a conexão PS 2, arredondada.

Os usuários que estiverem dispostos a gastar um pouco mais têm várias opções. O primeiro diferencial em relação aos mouses genéricos fica por conta do design, pois as empresas colocam no mercado equipamentos mais anatômicos, para reduzir esforços desnecessários e incorretos dos tendões. Parecidos com conchas, esses mouses se encaixam na mão do usuário. A posição dos botões também varia - uns são laterais, para forçar o uso do dedão, outros são revestidos com borracha, evitando que os dedos deslizem.

A grande novidade quando se fala em mouse é uma ferramenta desenvolvida pela Microsoft, mas que hoje já pode ser encontrada em equipamentos de outras marcas: a barra de rolagem no próprio mouse, atalho para as teclas "Page Up" e "Page Down". Combinada com outros comandos, ela oferece funções diversas: com a tecla Ctrl, o usuário ativa o zoom; no caso do Shift, minimiza e maximiza as janelas abertas. Mouses com essa barra podem ser encontrados por R$ 18,00.

Outro recurso existente é o trackball, que parece uma espécie de mouse invertido: a bola de rolagem fica na parte superior, permitindo um controle mais preciso dos aplicativos. "No início é um pouco difícil, mas nada que a prática contínua não resolva", diz Júlio Aguiar. Desenhistas e profissionais que lidam com programas gráficos e edição de imagem afirmam que os trackballs são muito mais sensíveis que os mouses convencionais, garantindo maior qualidade aos trabalhos.


 

 

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