CHUVA
DE KATYUSHAS
Ataque
do Hezbollah contra Israel deixa
16 pessoas feridasKIRYAT SHMONA, Israel
- O grupo guerrilheiro
libanês Hezbollah feriu ontem 16
civis israelenses num ataque com
60 foguetes Katyusha contra a
cidade de Kiryat Shmona, no norte
de Israel, um dia depois que um
bombardeio aéreo lançado pelo
Estado judeu matou uma mulher e
seis de seus sete filhos no
Líbano.
O
primeiro-ministro israelense,
Benjamin Netanyahu, manteve uma
reunião de emergência com
assessores de segurança, visitou
a área atingida pelos Katyushas
e prometeu revidar.
No momento do
ataque - o mais pesado do
Hezbollah contra Kiryat Shmona em
quase três anos -, a maioria da
população da cidade já estava
em abrigos antiaéreos. Um dos
foguetes atingiu um banco, outro
derrubou uma árvore e um
terceiro abriu um buraco num
prédio de apartamentos.
"Diferentemente
do acidente que ocorreu conosco
terça-feira, em conseqüência
do qual, por engano, civis foram
mortos tragicamente, no caso do
Hezbollah houve uma intenção
maligna de matar civis",
acrescentou. "Não podemos
ignorar isso e responderemos no
momento oportuno".
"O
ministro israelense da Segurança
Interna, Avigdor Kahalani,
propôs que Israel
"bombardeie as centrais
elétricas que abastecem
Beirute".
Em 1996, depois
de sucessivos lançamentos de
Katyushas contra o norte de
Israel, o Estado judeu, que ocupa
o sul do Líbano, bombardeou o
país por 17 dias, matando cerca
de 200 pessoas, até que os EUA
mediassem uma trégua - na qual
as duas partes se comprometeram a
não atacar civis.
Entretanto, na
terça-feira, durante um ataque
contra supostas posições do
Hezbollah no leste do Líbano,
aviões israelenses bombardearam
o prédio de Nada Othman, que
morreu ao lado de seis filhos -
com idades entre 3 e 16 anos. O
enterro das vítimas na cidade de
Baalbek foi acompanhado ontem por
milhares de pessoas, aos gritos
de "morte a Israel".
O governo
israelense pediu desculpas, mas o
Hezbollah rejeitou a alegação
de que as mortes tenham sido
acidentais. "Os israelenses
deliberadamente alvejaram uma
casa civil numa área residencial
para aterrorizar o povo e
enfraquecer a resistência",
afirmou um dirigente do
Hezbollah, o xeque Mohammed
Feneish. "Não podemos ver a
máquina de guerra atacar nossos
civis sem retaliar. Pelo bem de
nosso povo, lançamos foguetes
para que respeitem o compromisso
(de 1996).