- -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 24 de dezembro de 1998

SADDAM REAGE
Iraque não quer receber mais ajuda humanitária

BAGDÁ - O Iraque reafirmou ontem que não quer receber mais ajuda humanitária e solicitou aos doadores que façam campanha a favor da suspensão do embargo imposto pela ONU desde 1990. "Pedimos desculpas por não podermos mais receber ajuda humanitária e solicitamos aos que nos ajudam que façam campanha pela suspensão do embargo", declarou o subsecretário de Relações Exteriores iraquiano, Nuri Ismail Al Wais.

"Pedimos àqueles que são solidários com o Iraque que tentem de todas as formas pressionar o Conselho de Segurança - da ONU - com a finalidade de suspender o embargo", disse o responsável.

O governo iraquiano decidiu, em junho passado, não aceitar mais ajudas (alimentos e fundos), mas, depois de terminarem os ataques anglo-americanos no último sábado, alguns países como os dos Emirados Árabes Unidos começaram uma campanha de coleta de fundos para ajudar o Iraque.

O Iraque também proibiu ontem vôos civis da ONU sobre seu território, denunciou novas violações de seu espaço aéreo e começou a reconstruir os edifícios destruídos na semana passada por quatro dias de bombardeios anglo-americanos.

As autoridades iraquianas não autorizaram o pouso do avião que levaria para o Bahrein o representante especial da Secretaria-Geral da ONU em Bagdá, o indiano Prakash Shah - que está tirando dez dias de folga. Com isso, ele e o coordenador humanitário da organização no Iraque, o alemão Hans von Sponeck, tiveram de ir por terra para Amã.

O Iraque garantiu que a proibição de vôos é temporária e visa a garantir a segurança do próprio pessoal da ONU em meio às missões de vigilância que aviões militares anglo-americanos realizam no sul do país - onde patrulham uma zona de exclusão aérea.

"Não é um banimento, é uma retenção de vôos, por causa dos perigos envolvidos", disse o embaixador iraquiano na ONU, Nizar Hamdoon. "Pode haver fogo cruzado (entre os caças ocidentais e a defesa antiaérea iraquiana), pondo em perigo os vôos civis".

 
 
 

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes