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DINHEIRO
Regina
Pitóscia
Bolsa
sobe 0,86%
A Bolsa de São
Paulo fechou com valorização de
0,86% o pregão de ontem, o
último antes do Natal, após
movimentar um volume de apenas R$
329,014 milhões. um dos mais
baixos do mês. O volume
financeiro está em contínuo
achatamento. Poucos investidores
transitaram pelo pregão,
esvaziado pelo clima de festas e
pela expectativa com a decisão
do título do Campeonato
Brasileiro, entre Corinthians e
Cruzeiro. Até mesmo o giro
rápido de ações, que tira
proveito da variação de
preços, tem sido dificultado
pela estreita faixa de
oscilação das ações. A Bolsa
paulista rodou entre uma alta de
1,66% e uma baixa de 0,14%,
ontem.
O mercado não
reagiu à divulgação do novo
ministério para o segundo
mandato de Fernando Henrique
Cardoso. A expectativa é que os
pregões continuem movimentando
baixo volume financeiro e as
Bolsas permaneçam sem clara
tendência. Há um certo
desalento com o investimento em
ações, que impôs fortes perdas
ao longo deste ano e se ressente
de novidades, principalmente na
área política, para tentar uma
recuperação.
O mercado
doméstico está tão
enfraquecido, sem volume, que nem
sequer tem fôlego para
acompanhar a valorização da
Bolsa de Nova York. Faltando
apenas três pregões para o
fechamento de 1998, a Bolsa
paulista acumula perda de 29,62%
no ano.
TENDÊNCIAS -
Os investidores em contratos de
juros futuros na Bolsa de
Mercadorias & Futuros reviram
para baixo a projeção de juro
para este mês, em relação às
estimativas de terça-feira: a
queda foi de 2,39% para 2,38%. Em
relação a terça-feira, a
projeção de juro subiu de 2,12%
para 2,13%, para janeiro; de
1,81% para 1,83%, para fevereiro;
de 2,37% para 2,38%, para março;
de 2,01% para 2,03%, para abril;
e caiu de 2,30% para 2,27%, para
maio.
Já o Ibovespa
futuro fechou a 7.456 pontos, com
alta de 0,55% em relação à
estimativa de terça-feira. Isso
significa que os investidores
apostam em alta de 3,90% para o
Ibovespa, o índice da bolsa
paulista, até meados de
fevereiro, já que ontem o
mercado à vista fechou em 7.176
pontos. Para o dólar, em
relação à cotação de venda
do comercial ontem, de R$ 1,2079,
a expectativa é de valorização
de 0,13% até o fim deste mês,
para R$ 1,2095; de 1,63% até o
fim de janeiro, para R$ 1,2276;
de 2,98%, para R$ 1,2439, até o
fim de fevereiro; de 4,27%, para
R$ 1,2595, até o fim de março.
Ouro
Fechamento: R$ 11,25
Variação: queda de 0,62%
O ouro
movimentado na BM&F fechou o
pregão cotado por R$ 11,25 o
grama, com desvalorização de
0,62%. O volume negociado foi de
apenas 12 kg. No mercado de Nova
York, na Comex, a onça-troy
(31,104 gramas) de ouro foi
cotada por US$ 286,70 nos
contratos com vencimento neste
mês.
Dólar
Fechamento: R$ 1,2750
Variação: alta de 0,39%
Pela terceira
vez consecutiva nesta semana, a
cotação do dólar negociado no
mercado paralelo fechou em alta.
Ontem, a valorização de 0,39%
puxou o preço de compra para R$
1,260 e o de venda para R$ 1,275.
A cotação do comercial subiu
0,06%, com o dólar negociado por
R$ 1,2071 na compra e por R$
1,2079 na venda, no fechamento.
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