- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 24 de dezembro de 1998


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Regina Pitóscia

Bolsa sobe 0,86%

A Bolsa de São Paulo fechou com valorização de 0,86% o pregão de ontem, o último antes do Natal, após movimentar um volume de apenas R$ 329,014 milhões. um dos mais baixos do mês. O volume financeiro está em contínuo achatamento. Poucos investidores transitaram pelo pregão, esvaziado pelo clima de festas e pela expectativa com a decisão do título do Campeonato Brasileiro, entre Corinthians e Cruzeiro. Até mesmo o giro rápido de ações, que tira proveito da variação de preços, tem sido dificultado pela estreita faixa de oscilação das ações. A Bolsa paulista rodou entre uma alta de 1,66% e uma baixa de 0,14%, ontem.

O mercado não reagiu à divulgação do novo ministério para o segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso. A expectativa é que os pregões continuem movimentando baixo volume financeiro e as Bolsas permaneçam sem clara tendência. Há um certo desalento com o investimento em ações, que impôs fortes perdas ao longo deste ano e se ressente de novidades, principalmente na área política, para tentar uma recuperação.

O mercado doméstico está tão enfraquecido, sem volume, que nem sequer tem fôlego para acompanhar a valorização da Bolsa de Nova York. Faltando apenas três pregões para o fechamento de 1998, a Bolsa paulista acumula perda de 29,62% no ano.

TENDÊNCIAS - Os investidores em contratos de juros futuros na Bolsa de Mercadorias & Futuros reviram para baixo a projeção de juro para este mês, em relação às estimativas de terça-feira: a queda foi de 2,39% para 2,38%. Em relação a terça-feira, a projeção de juro subiu de 2,12% para 2,13%, para janeiro; de 1,81% para 1,83%, para fevereiro; de 2,37% para 2,38%, para março; de 2,01% para 2,03%, para abril; e caiu de 2,30% para 2,27%, para maio.

Já o Ibovespa futuro fechou a 7.456 pontos, com alta de 0,55% em relação à estimativa de terça-feira. Isso significa que os investidores apostam em alta de 3,90% para o Ibovespa, o índice da bolsa paulista, até meados de fevereiro, já que ontem o mercado à vista fechou em 7.176 pontos. Para o dólar, em relação à cotação de venda do comercial ontem, de R$ 1,2079, a expectativa é de valorização de 0,13% até o fim deste mês, para R$ 1,2095; de 1,63% até o fim de janeiro, para R$ 1,2276; de 2,98%, para R$ 1,2439, até o fim de fevereiro; de 4,27%, para R$ 1,2595, até o fim de março.

Ouro
Fechamento: R$ 11,25
Variação: queda de 0,62%

O ouro movimentado na BM&F fechou o pregão cotado por R$ 11,25 o grama, com desvalorização de 0,62%. O volume negociado foi de apenas 12 kg. No mercado de Nova York, na Comex, a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 286,70 nos contratos com vencimento neste mês.

Dólar
Fechamento: R$ 1,2750
Variação: alta de 0,39%

Pela terceira vez consecutiva nesta semana, a cotação do dólar negociado no mercado paralelo fechou em alta. Ontem, a valorização de 0,39% puxou o preço de compra para R$ 1,260 e o de venda para R$ 1,275. A cotação do comercial subiu 0,06%, com o dólar negociado por R$ 1,2071 na compra e por R$ 1,2079 na venda, no fechamento.

 
 

 

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