- - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 24 de dezembro de 1998

MUNICÍPIOS
Magalhães exige compromisso do servidor

O prefeito do Recife, Roberto Magalhães (PFL), assinou ontem três decretos que indicam claramente a política austera de contenção de gastos que pretende adotar nos dois últimos anos de Governo. O primeiro determina que servidores municipais só terão direito à aposentadoria voluntária se tiverem cumprido um mínimo de dez anos de serviço prestado ao município. Magalhães citou o exemplo de uma auditora da Prefeitura que, com cinco anos de trabalho, conquistou uma aposentadoria de R$ 4 mil.

No segundo decreto, o prefeito determina que funcionários à disposição de entidades desvinculadas do município retornem aos órgãos de origem no dia 1º de janeiro. Caso não compareçam no prazo de um mês, terão o salário suspenso. "Acreditamos que muitos desses funcionários estão fora do Estado. Ainda não sei que economia faremos com essas medidas, mas elas fazem parte do trabalho de cortes que vamos implantar", explicou Magalhães, que ofereceu ontem um almoço de confraternização com secretários, vereadores e jornalistas. Concluindo as medidas na área de custeio, Magalhães fixou um limite de horas extras em 40%, com exceção da Guarda Municipal e Codecir.

CONVOCAÇÃO - Dentro da política de contenção de gastos, o prefeito reafirmou ontem que vai convocar a Câmara Municipal em caráter extraordinário em janeiro. Entre os dez projetos que vão constar na pauta, está o que amplia o prazo para incorporação das gratificações de servidores, atualmente de cinco anos, e promove uma redução dos valores incorporados.


     

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