MUNICÍPIOS
Magalhães
exige compromisso do servidorO prefeito do Recife,
Roberto Magalhães (PFL), assinou
ontem três decretos que indicam
claramente a política austera de
contenção de gastos que
pretende adotar nos dois últimos
anos de Governo. O primeiro
determina que servidores
municipais só terão direito à
aposentadoria voluntária se
tiverem cumprido um mínimo de
dez anos de serviço prestado ao
município. Magalhães citou o
exemplo de uma auditora da
Prefeitura que, com cinco anos de
trabalho, conquistou uma
aposentadoria de R$ 4 mil.
No segundo
decreto, o prefeito determina que
funcionários à disposição de
entidades desvinculadas do
município retornem aos órgãos
de origem no dia 1º de janeiro.
Caso não compareçam no prazo de
um mês, terão o salário
suspenso. "Acreditamos que
muitos desses funcionários
estão fora do Estado. Ainda não
sei que economia faremos com
essas medidas, mas elas fazem
parte do trabalho de cortes que
vamos implantar", explicou
Magalhães, que ofereceu ontem um
almoço de confraternização com
secretários, vereadores e
jornalistas. Concluindo as
medidas na área de custeio,
Magalhães fixou um limite de
horas extras em 40%, com
exceção da Guarda Municipal e
Codecir.
CONVOCAÇÃO
- Dentro da política de
contenção de gastos, o prefeito
reafirmou ontem que vai convocar
a Câmara Municipal em caráter
extraordinário em janeiro. Entre
os dez projetos que vão constar
na pauta, está o que amplia o
prazo para incorporação das
gratificações de servidores,
atualmente de cinco anos, e
promove uma redução dos valores
incorporados.