- - -- - - - - - - -- - - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 24 de dezembro de 1998

GOVERNO FEDERAL IV
No discurso, recado também para empresários e apelo por reforma

BRASÍLIA - Pela segunda vez em menos de 48 horas, o presidente Fernando Henrique mandou um recado aos empresários dizendo que a estabilidade não se opõe ao desenvolvimento. Ao apresentar o ministério do segundo mandato, no Planalto, ele disse que apóia a iniciativa da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e das centrais sindicais de trabalhadores em fazer um pacto pela produção e queda da taxa de juros. Mas acrescentou: a solução para baixar os juros é acelerar as votações das reformas. Ainda faltam ser aprovadas as reformas política, tributária e do Judiciário.

O Pacto pela Produção e pelo Emprego, lançado anteontem em São Paulo, reuniu industriais, sindicalistas e 37 parlamentares, 21 dos quais filiados a partidos de oposição ao Governo. Parlamentares do PSDB, o partido de FHC, também participaram de ato.

FHC fez ironia com o fato de o PT ter se aliado à Fiesp para pedir a queda dos juros. "Aqueles que eram tão acérrimos críticos das alianças agora fazem aliança. Eu acho ótimo. Acho muito bom que a Fiesp tenha a acolhida do PT, para dizer o que estou dizendo, de outra maneira, aqui: que para a gente ter uma resultante tem que fazer uma coalizão", disse. "Ninguém é a favor do desemprego, ninguém é a favor dos juros altos. O problema é como é que faz", questionou FHC.


     

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