-- - - - - - - -- - - - - - - - - - - -Jornal do Commercio - Recife, 24 de dezembro de 1998

ABASTECIMENTO II
Empresário diz que é vítima de calúnia por parte da Compesa

Indignado com as acusações da Compesa, o comerciante Josias Artur dos Santos disse ontem estar sendo vítima de uma calúnia da empresa. Segundo ele, que deverá prestar depoimento hoje à polícia sobre o desvio d'água da adutora do Prata, o açude existente em sua propriedade é abastecido por um minante, que fornece vazão de 1.200 litros por hora. "Já constituí um advogado e não vou ficar parado diante da situação, pois estou sendo vítima de uma grande calúnia. Esta é a primeira vez que sou intimado a comparecer em uma delegacia, mas tenho a consciência tranqüila sobre a minha inocência", garantiu.

Ele explicou que comprou a propriedade no distrito de Terra Vermelha há seis anos, "quando a Compesa nem pensava em construir a Barragem do Prata". Ele ressaltou que, depois de procurar entre outras áreas, encontrou esta com uma boa reserva d'água para abastecer a sua lavanderia situada em Caruaru. Desde então, garante nunca ter precisado utilizar de água da Compesa.


     

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