- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 26 de junho de 1998

PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS
Tropa da PM cobra promessas de greve

Representantes das Associações Pernambucanas de Oficiais, Subtenentes e Sargentos Militares (Aposs), além de Cabos, Soldados e Bombeiros da Polícia Militar de Pernambuco, foram até os comandos gerais dos seus respectivos órgãos, na manhã de ontem, entregar uma carta aberta a todos os dirigentes. No documento, as categorias reivindicam o cumprimento de alguns dos itens acordados após a suspensão da última greve, em julho do ano passado, como a melhoria dos salários. Além disso, as classes denunciam as condições subumanas de jornadas de trabalho as quais vêm sendo submetidas desde a paralisação da Polícia Civil.

De acordo com o representante dos cabos e soldados, Moises Filho, o piso salarial da categoria atualmente é de R$ 74,00, desobedecendo a Lei de Remuneração Salarial número 1.216 que afirma: "nenhum funcionário público pode receber abaixo de R$ 130,00". Segundo Moises, a elevação desse piso foi descartada pelo Governo do Estado na última negociação (ano passado), assim como itens relativos a insalubridade, o risco de vida e o adicional. "O Governo alega que não tem condições de aumentar o piso porque isso acarretaria um efeito dominó na folha de pagamento, onde todos os salários teriam que ser alterados, o que ocasionaria um estouro na folha de pagamento", enfatizou. Quanto à sobrecarga de trabalho, o representante da entidade revela que, em algumas regiões, como o Agreste, eles só têm seis horas para dormir. O que acarreta em um aumento de quase 75% de carga horária de trabalho.




   

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