PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS
Tropa
da PM cobra promessas de greveRepresentantes das
Associações Pernambucanas de
Oficiais, Subtenentes e Sargentos
Militares (Aposs), além de
Cabos, Soldados e Bombeiros da
Polícia Militar de Pernambuco,
foram até os comandos gerais dos
seus respectivos órgãos, na
manhã de ontem, entregar uma
carta aberta a todos os
dirigentes. No documento, as
categorias reivindicam o
cumprimento de alguns dos itens
acordados após a suspensão da
última greve, em julho do ano
passado, como a melhoria dos
salários. Além disso, as
classes denunciam as condições
subumanas de jornadas de trabalho
as quais vêm sendo submetidas
desde a paralisação da Polícia
Civil.
De acordo com o
representante dos cabos e
soldados, Moises Filho, o piso
salarial da categoria atualmente
é de R$ 74,00, desobedecendo a
Lei de Remuneração Salarial
número 1.216 que afirma:
"nenhum funcionário
público pode receber abaixo de
R$ 130,00". Segundo Moises,
a elevação desse piso foi
descartada pelo Governo do Estado
na última negociação (ano
passado), assim como itens
relativos a insalubridade, o
risco de vida e o adicional.
"O Governo alega que não
tem condições de aumentar o
piso porque isso acarretaria um
efeito dominó na folha de
pagamento, onde todos os
salários teriam que ser
alterados, o que ocasionaria um
estouro na folha de
pagamento", enfatizou.
Quanto à sobrecarga de trabalho,
o representante da entidade
revela que, em algumas regiões,
como o Agreste, eles só têm
seis horas para dormir. O que
acarreta em um aumento de quase
75% de carga horária de
trabalho.