- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 26 de junho de 1998

PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS II
Governo não se pronuncia e fica para hoje decisão sobre a greve

Sem nenhuma proposta oficial do Governo, os policiais e bombeiros militares resolveram deixar para hoje a definição se a categoria vai entrar ou não em greve. A assembléia realizada, ontem à noite, no Clube de Subtenentes e Sargentos, contou com cerca de 150 pessoas e serviu apenas para os líderes do movimento reclamarem do descaso com que o Estado vem tratando as reivindicações dos militares. Como não havia nada de concreto para ser dito, os representantes dos oficiais, cabos e soldados repassaram "informações oficiosas", segundo as quais, o Governo já teria uma proposta para apresentar à categoria.

Há informações de que essa proposta prevê reajustes diferenciados para oficiais e praças. Os índices ficariam em torno de 26% para oficiais e de 36% para cabos e soldados. Policiais militares disseram que, se esses percentuais forem confirmados, a hipótese de paralisação estaria descartada. O problema é que a proposta não contemplaria os inativos, o que afasta qualquer possibilidade de negociação. "Se os inativos não forem incluídos, não há como abrir negociação", afirmou o presidente da Associação dos Oficiais, Subtenentes e Sargentos, capitão Alberto Feitosa. Os policiais realizam, hoje, uma nova assembléia, às 19h, no Clube dos Subtenentes e Sargentos.




   

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