PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS II
Governo
não se pronuncia e fica para
hoje decisão sobre a greveSem nenhuma proposta
oficial do Governo, os policiais
e bombeiros militares resolveram
deixar para hoje a definição se
a categoria vai entrar ou não em
greve. A assembléia realizada,
ontem à noite, no Clube de
Subtenentes e Sargentos, contou
com cerca de 150 pessoas e serviu
apenas para os líderes do
movimento reclamarem do descaso
com que o Estado vem tratando as
reivindicações dos militares.
Como não havia nada de concreto
para ser dito, os representantes
dos oficiais, cabos e soldados
repassaram "informações
oficiosas", segundo as
quais, o Governo já teria uma
proposta para apresentar à
categoria.
Há
informações de que essa
proposta prevê reajustes
diferenciados para oficiais e
praças. Os índices ficariam em
torno de 26% para oficiais e de
36% para cabos e soldados.
Policiais militares disseram que,
se esses percentuais forem
confirmados, a hipótese de
paralisação estaria descartada.
O problema é que a proposta não
contemplaria os inativos, o que
afasta qualquer possibilidade de
negociação. "Se os
inativos não forem incluídos,
não há como abrir
negociação", afirmou o
presidente da Associação dos
Oficiais, Subtenentes e
Sargentos, capitão Alberto
Feitosa. Os policiais realizam,
hoje, uma nova assembléia, às
19h, no Clube dos Subtenentes e
Sargentos.