PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS III
Carta
aberta mostra que a categoria
está preocupadaAs entidades
representativas de oficiais,
subtenentes, sargentos, cabos e
soldados da Polícia e Bombeiro
Militar de Pernambuco divulgaram,
ontem, uma carta aberta com as
preocupações da categoria.
1. Desde o mês
de julho do ano passado, quando
por ocasião do encerramento da
mobilização que fomos forçados
a realizar, mesmo contra os
nossos princípios, levados pela
insensatez do Governo em não
atender, naquele momento,
preceitos legais que o obrigava a
cumprir uma lei por este mesmo
Governo sancionada e que o seu
não cumprimento representava um
agravamento na situação
salarial da já aviltada tropa;
2. As promessas
assumidas por esse Governo, até
hoje, não foram implementadas,
conforme ficou acordado (15 dias)
para apresentação de uma
proposta salarial em
contrapartida a volta dos
policiais e bombeiros militares a
seus postos de serviço, e hoje,
passado "UM ANO" da
data acordada, o Poder Executivo
não tomou nenhuma atitude ou
decisão no que tange a
apresentação de projetos de lei
e regulamentação atinentes aos
vencimentos da classe;
3. O Poder
Executivo, já decorrido todo
tempo, em acintosa
discriminação, sequer procurou
negociar com a classe, em que
pese as inúmeras iniciativas
tomadas pelas entidades que
assinam o presente documento, no
sentido de construir uma proposta
condizente tanto à classe quanto
ao erário;
4. Foram alvo
de apreciação, por parte do
Poder Executivo e conseqüente
encaminhamento à Assembléia
Legislativa para fim de
aprovação, projetos que
beneficiam os Magistrados, o
Ministério Público, a
Defensoria Pública, os delegados
e os fazendários, além do plano
de cargos e carreira para a
Secretária de Educação,
projetos estes posteriores à
nossa proposta (apresentação em
agosto/97 e que até a presente
data não foi encaminhada a
Assembléia) já tendo alguns
desses projetos sido aprovados;
5. A proposta
elaborada por estas entidades,
foi adotada e apresentada em
agosto/97 pelos Comandantes
Gerais das PMPE e CBMPE como
sendo de interesse das
Corporaçãoes, vista pelo
Governo do Estado como viável e,
para estranheza de todos, não
seguiu o processo normal;
6. O índice de
violência e criminalidade no
Estado têm alcançado
proporções insustentáveis.
7. Os policiais
civis estão há 40 dias em
greve, fato que agrava ainda mais
a nossa situação e denota a
desatenção e o descaso do
Governo com a Segurança Pública
do Estado e, sabedores das
semelhanças em termos de
salário e condições de
trabalho, nos solidarizamos com o
movimento dos policiais civis;
Na carta
aberta, os policiais militares
lembram que o dia 03 de julho é
o prazo final para qualquer
proposição de aumento ao
funcionalismo público.
"Precisamos de uma
definição a bem segurança, a
bem do Estado, a bem da
população".