- - - - - - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 26 de junho de 1998

PROMESSAS NÃO CUMPRIDAS III
Carta aberta mostra que a categoria está preocupada

As entidades representativas de oficiais, subtenentes, sargentos, cabos e soldados da Polícia e Bombeiro Militar de Pernambuco divulgaram, ontem, uma carta aberta com as preocupações da categoria.

1. Desde o mês de julho do ano passado, quando por ocasião do encerramento da mobilização que fomos forçados a realizar, mesmo contra os nossos princípios, levados pela insensatez do Governo em não atender, naquele momento, preceitos legais que o obrigava a cumprir uma lei por este mesmo Governo sancionada e que o seu não cumprimento representava um agravamento na situação salarial da já aviltada tropa;

2. As promessas assumidas por esse Governo, até hoje, não foram implementadas, conforme ficou acordado (15 dias) para apresentação de uma proposta salarial em contrapartida a volta dos policiais e bombeiros militares a seus postos de serviço, e hoje, passado "UM ANO" da data acordada, o Poder Executivo não tomou nenhuma atitude ou decisão no que tange a apresentação de projetos de lei e regulamentação atinentes aos vencimentos da classe;

3. O Poder Executivo, já decorrido todo tempo, em acintosa discriminação, sequer procurou negociar com a classe, em que pese as inúmeras iniciativas tomadas pelas entidades que assinam o presente documento, no sentido de construir uma proposta condizente tanto à classe quanto ao erário;

4. Foram alvo de apreciação, por parte do Poder Executivo e conseqüente encaminhamento à Assembléia Legislativa para fim de aprovação, projetos que beneficiam os Magistrados, o Ministério Público, a Defensoria Pública, os delegados e os fazendários, além do plano de cargos e carreira para a Secretária de Educação, projetos estes posteriores à nossa proposta (apresentação em agosto/97 e que até a presente data não foi encaminhada a Assembléia) já tendo alguns desses projetos sido aprovados;

5. A proposta elaborada por estas entidades, foi adotada e apresentada em agosto/97 pelos Comandantes Gerais das PMPE e CBMPE como sendo de interesse das Corporaçãoes, vista pelo Governo do Estado como viável e, para estranheza de todos, não seguiu o processo normal;

6. O índice de violência e criminalidade no Estado têm alcançado proporções insustentáveis.

7. Os policiais civis estão há 40 dias em greve, fato que agrava ainda mais a nossa situação e denota a desatenção e o descaso do Governo com a Segurança Pública do Estado e, sabedores das semelhanças em termos de salário e condições de trabalho, nos solidarizamos com o movimento dos policiais civis;

Na carta aberta, os policiais militares lembram que o dia 03 de julho é o prazo final para qualquer proposição de aumento ao funcionalismo público. "Precisamos de uma definição a bem segurança, a bem do Estado, a bem da população".




   

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