PROFESSORES FEDERAIS
Governistas
querem reajuste logoBRASÍLIA - O
Governo vai mobilizar a sua base
de sustentação na Câmara para
tentar aprovar o projeto que
prevê a gratificação dos
professores na próxima
terça-feira, mesmo sem acordo
com a oposição. Os líderes
governistas começaram a enviar
telegramas convocando os
deputados. Para aprovar o
projeto, o Governo precisa da
maioria simples dos votos,
respeitado o quórum mínimo de
257 deputados (do total de 513)
presentes. "Vamos ganhar
colocando deputados no
plenário", afirmou o líder
do PFL, Inocêncio Oliveira (PE).
Segundo o
líder, o Governo já negociou
tudo o que podia no projeto.
Inocêncio acusou a oposição de
estar se aproveitando
politicamente da greve dos
professores. Para ele, a
oposição quer desgastar a
imagem do Governo neste ano
eleitoral. "A oposição vai
ter de arcar com o ônus de uma
greve tão longa e
prejudicial", disse. O
pefelista acredita que a posse da
nova diretoria da entidade dos
professores vai facilitar a
aprovação do projeto.
Renato
Oliveira, professor de sociologia
da Universidade Federal do Rio
Grande do Sul e um dos fundadores
do PT no Estado, toma posse,
hoje, como presidente da Andes
defendendo a continuidade das
negociações com o Ministério
da Educação para tentar pôr
fim à greve, já na próxima
semana. Ele está otimista e
destaca três pontos na votação
do projeto que cria a
Gratificação de Estímulo à
Docência para professores
universitários que, se cumpridos
pelo MEC, podem encerrar o
impasse: a desvinculação da GED
de índices de produtividade; a
não-discriminação dos
professores aposentados; e a
criação de uma bolsa de estudo
para professores de Primeiro e
Segundo Graus nos mesmos
percentuais da gratificação
oferecida aos professores
universitários.