DE PORTUGAL
Os
50 mais da Europapor DUDA GUENNES*
LISBOA -
Com a aproximação do fim do
milênio, está a haver uma
avidez na imprensa mundial para
escolher quais e quem foram as
pessoas mais iportantes de todos
os tempos, e em todos os campos.
Cada jornal e cada
"expert" procura fazer
antecipada e
"atempadamente" as suas
listas.
Tudo começou
em 1979, quando o astrônomo,
físico e matemático
note-americano, Michael H. Hart
publicou o livro The 100: a
ranking of most influential
persons in History. Em 1981, o
jornal francês L'Equip divulgou
a seleção dos atletas do
século, dando Pelé na cabeça,
com quase duas décadas de
antecipação em relação ao
milênio.
O escritor
William Rees-Moog provocou uma
verdadeira polêmica no mundo
intelectual europeu quando
escreveu o artigo Uma Calma
Inquietante na Frente Ocidental,
no jornal inglês The
Independent, em dezembro e 1989,
estabelecendo uma lista dos 50
pensadores mais influentes da
história de Europa.
No artigo,
Rees-Moog afirma que o século XX
é pobre em profetas e heróis,
embora rico em criadores
intermediários. "É
desoladora a decadência do nosso
século", constata Moog.
"No século XX apenas
Einstein e Stravinski possuem
personalidades intactas; os
demais são, em grau variável,
neuróticos, trágicos ou
atormentados. Isto não os
impediu de exercer uma grande
influência no nosso
desenvolvimento cultural. Nenhum
mestre do século XX pertence à
segunda metade do século",
analisa o escritor inglês.
Na sua lista,
Moog reconhece que a Itália
"é o berço da
civilização européia" e
que transmitiu a idéia clássica
"a uma Europa de bárbaros;
Roma, centro do pontificado,
propagou a fé da Igreja
católica. Até o final do
século XV, os italianos
dominaram a cultura eruopéia nos
campos da literatura, a ciência,
a erudição, a pintura e a
arquitetura. O Renascimento é um
fenômeno italiano que se
estendeu para o resto da
Europa".
Feito este
preâmbulo, vamos à lista dos 50
Mestres da Europa, de Moog:
Século XIII: Tomás de Aquino
(Itália), Francisco de Assis
(Itália), Dante Alighieri
(Itália).
Século XIV:
Geofrey Chaucer (Inglaterra).
Século XV:
Jorna D'Arc (França), Miguel
Ângelo (Itália), Cristóvão
Colombo (Itália-Espanha),
Gutemberg (Alemanha), Leonardo da
Vinci (Itália).
Século XVI:
Teresa d'Ávila (Espanha),
Erasmus (Holanda), Inácio de
Loiola (Espanha), Lutero
(Alemanha), Maquiavel (Itália)
Montaigne (França), Shakespeare
(Inglaterra).
Século XVII:
Francis Bacon (Inglaterra),
Moliére (França), Isaac Newton
(Inglaterra), Rembrandt
(Holanda).
Século XVIII:
J. S. Bach (Alemanha), Goethe
(Alemanha), Samuel Johnson
(Inglaterra), Mozart (Áustria),
Rousseau (Suíça), Adam Smith
(Inglaterra), Voltaire (França).
Século XIX:
Jane Austen (Inglaterra),
Beethoven (Alemanha), Cezanne
(França), Darwin (Inglaterra),
Charles Dickens (Inglaterra), Van
Gogh (Holanda), Lord Byron
(Inglaterra), Hegel (Alemanha),
Victor Hugo (França), Malthus
(Inglaterra), Marx (Alemanha),
Tolstoi (Rússia), Wagner
(Alemanha).
Século XX:
Albert Einstein (Alemanha), Freud
(Áustria), Hitler (Áustria),
James Joyce (Irlanda), Lenine
(Rússia), Picasso (Espanha),
Igor Stravinski (Rússia).
A lista é
esta. Quem concordar vote a
favor, quem discordar vote
contra. Eu acho que Camões teria
lugar cativo nesta seleção.
* Duda
Guennes é jornalista