SAÚDE II
Venda
de Microvlar não será suspensa A venda do
anticoncepcional Microvlar, do
laboratório Shering do Brasil
Química e Farmacêutica Ltda.,
não será interrompida em
Pernambuco, mesmo após as
denúncias de cinco mulheres que
teriam engravidado fazendo uso do
contraceptivo, em São Paulo. Os
medicamentos do lote falso, que
deveriam servir apenas para
testes, eram feitos de farinha e
caíram nas farmácias depois de
terem sido roubados. A chefe da
Vigilância Sanitária do Estado,
Aexalgina Tavares, disse que não
recebeu nenhuma denúncia em
Pernambuco e, como o Ministério
da Saúde ainda não mandou
comunicado informando o lote
roubado, a venda do medicamento
não será suspensa.
A reportagem do
Jornal do Commercio visitou
várias farmácias nas Avenidas
Dantas Barreto e Guararapes.
Apenas na Farmácia dos Pobres o
medicamento havia sido recolhido.
Na Farmácia Permanente, o
balconista Vagner Goulart da
Silva disse acreditar que o
laboratório que fabrica o
Microvlar, a Shering do Brasil
Química e Farmacêutica Ltda.,
errou em não ter avisado ao
Ministério da Saúde que o lote
havia sido roubado. Mesmo assim,
afirma que o anticoncepcional é
um dos mais vendidos. Nas
Farmácias São Judas Tadeu e
Guararapes, as vendas também
não sofreram alterações. O
dono da São Judas Tadeu, Ivo
Pires Ferreira, afirmou que esse
erro é uma vergonha para um
laboratório tão tradicional.
Entre as
usuárias do anticoncepcional, as
opiniões são divergentes. A
balconista Beatriz Pereira toma a
pílula há três meses e garante
que funciona bem, mas decidiu
parar de usar. "Se eu
engravidar, mando a criança para
o laboratório criar",
brincou. Já Adriana Fernanda de
Andrade Santos, também
balconista, disse que não está
com medo de engravidar nem vai
parar de tomar o remédio.
"Uso Microvlar há três
anos e nunca tive nenhum
problema, nem efeitos colaterais.
Vou continuar usando",
defendeu.
As pílulas
falsas podem ser identificadas
pelo envelope, onde não consta o
número do lote de fabricação,
mas apenas uma série de números
aleatórios e repetidos.