PESQUISA
Sinal
elétrico pode indicar rejeição
em transplantesBRASÍLIA -
Pesquisas feitas em ratos na
Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo (USP)
indicam que é possível detectar
mais cedo a rejeição a
transplantes com a aplicação de
uma tecnologia simples. É o uso
da medição de sinais elétricos
enviados a determinados órgãos.
O intestino é um dos órgãos em
estudo pela equipe do
Laboratório de Investigação
Médica da universidade.
A região
intestinal recebe sinais
elétricos normalmente, o que faz
com que o órgão possa se
contrair. Quando o intestino
sofre uma intervenção
cirúrgica, como um transplante,
os sinais elétricos são
alterados. Os pesquisadores
estudaram, então, essa
variação em ratos, que têm a
função motora do intestino
muito parecida com a do ser
humano. Além de avaliar órgãos
operados, eles avaliaram também
os impulsos elétricos em ratos
diabéticos.
Pessoas
portadores de diabetes reclamam
constantemente de disfunções no
aparelho digestivo, como má
digestão ou sensação de
estufamento no estômago.
"Descobrimos que esses
sintomas são decorrentes de um
sinal mal conduzido de uma
célula para outra", revelou
Fábio Pinatel Lopasso,
coordenador da pesquisa.
A medição de
sinais elétricos pode ser um bom
indicador também para
avaliação da conseqüência que
doenças como arteriosclerose e
trombose arterial provocam no
intestino. Os médicos, em geral,
detectam grandes partes do
órgão ressecadas em pacientes
com esses problemas.
ÍNDICE -
Os pesquisadores esperam, agora,
realizar transplantes de
intestino delgado para avaliar a
atividade elétrica no órgão e
detectar o índice de rejeição.
O trabalho será publicado na
revista especializada
norte-americana Transplantation.