IMÓVEIS
Encol
garante retomar obras com apoio
de bancosGOIÂNIA - A
Encol SA respirou aliviada com a
decisão do Superior Tribunal de
Justiça (STJ) de manter o
processo de concordata preventiva
em Goiás. A decisão também
animou os bancos credores que,
através do Comitê de
Recuperação, criado pela
Justiça, reafirmaram a
intenção de financiar a
retomada das obras e de
renegociar as dívidas da
construtora. "Todos os
envolvidos no processo de
concordata saem beneficiados com
a decisão do Tribunal",
afirma Rubens Silveira,
presidente da Encol. A
negociação mais complexa,
explicou Silveira, envolve os
adquirentes de imóveis e os
bancos.
O STJ decidiu
na quarta-feira que os processos
envolvendo a concordata da Encol
serão julgados em Goiás. A
decisão foi tomada durante
julgamento de ação movida pela
juíza da Vara de Falências e
Concordatas de Brasília, Edith
Patrício, para quem os processos
deveriam ser julgados pela
Justiça no Distrito Federal.
Havia expectativa de que, neste
caso, a Justiça determinaria a
falência da construtora,
inviabilizando acordos com os
credores.
Os chamados
mutuários querem receber os
imóveis comprados, e os bancos
se mostram dispostos a financiar
as quase 700 obras paralisadas em
75 cidades. O juiz Avenir Passo
de Oliveira, da Vara de
Falências, Concordatas e
Insolvência de Goiânia,
garantiu que além de financiar
os mutuários, os bancos também
apresentaram proposta de
renegociação dos empréstimos
que a Encol fez para fazer caixa
de obra e não pagou.
A Encol, no
entanto, tem outras contas a
pagar, como as dívidas
trabalhistas, em torno de R$ 60
milhões, R$ 150 milhões em
contas previdenciárias e
encargos sociais e R$ 144
milhões em dívidas
quirografárias (sem garantia).
Os débitos trabalhistas e as
dívidas sem garantia, que a
Justiça encara como
prioritários, a Encol deve
quitar até o mês de dezembro de
1999.