- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 26 de junho de 1998

EXTENSÃO II
Emprego na indústria cai 0,5% de abril para março

RIO - O mercado de trabalho na indústria continuou piorando, no comparativo feito pelo IBGE entre para o mês de abril, tanto em relação ao nível de emprego como no que se refere ao salário por trabalhador. O instituto informou ontem que o nível de emprego caiu 0,5% em abril sobre a março, na décima redução consecutiva, e que o recuo foi de 9% em comparação com abril de 1997. No acumulado de janeiro a abril, as perdas chegam a 8,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Também no período de 12 meses terminado em abril o indicador foi negativo. A redução foi de 6,7%.

O salário médio por trabalhador, descontada a inflação, igualmente ficou menor, com redução de 0,5% frente a março, mês em que havia mostrado uma ligeira melhora (0,1%). Nas demais bases de comparação, porém, o comportamento do salário por trabalhador manteve-se positivo, com aumento de 3,1% em relação a abril de 97; mesmo porcentual (3,1%) no acumulado do ano; e 2,5% em 12 meses.

Com as demissões superando as admissões, a massa salarial paga pela indústria (descontada a inflação) também encolheu em abril e ficou 0,9% menor do que em março. Foi a sexta redução consecutiva neste indicador, exemplo do que está ocorrendo com o nível de emprego. Ante outubro de 97, quando começou a queda, o encolhimento da massa salarial alcançou 6,1%. No acumulado do ano, a perda foi de 5,7% e nos 12 meses findos em abril, de 4,4%.

São Paulo, maior centro industrial do País, permanece sofrendo mais que as outras regiões com a reestruturação do parque fabril brasileiro. Entre março e abril, a redução no número de empregos industriais foi mais acentuada em São Paulo, que apresentou retração de 0,7%, por conta dos cortes de postos de trabalho em 12 dos 22 segmentos industriais abrangidos pela pesquisa do órgão. Os piores resultados na indústria paulista verificaram-se nos setores de minerais não-metálicos (-6%) e mecânico (-3,3%).

Em relação a abril de 97, o nível de emprego na indústria paulista despencou 9,6%; no acumulado do ano, 9,5%; e em 12 meses, 8,4%. Todas as variações, portanto, foram piores que a média nacional. No acumulado do ano, dos 22 gêneros pesquisados, 21 tiveram cortes de postos de trabalho, em um movimento particularmente agudo na indústria têxtil (-21,3%) e de madeira (-19,9%).

Somente o segmento de mobiliário teve em São Paulo um número de admissões superior ao de demissões no período. Mesmo assim, o crescimento acumulado no emprego deste setor foi de somente 0,3%. O salário por trabalhador em São Paulo ccaiu 0,6% de março para abril


     

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