EXTENSÃO II
Emprego
na indústria cai 0,5% de abril
para marçoRIO - O mercado
de trabalho na indústria
continuou piorando, no
comparativo feito pelo IBGE entre
para o mês de abril, tanto em
relação ao nível de emprego
como no que se refere ao salário
por trabalhador. O instituto
informou ontem que o nível de
emprego caiu 0,5% em abril sobre
a março, na décima redução
consecutiva, e que o recuo foi de
9% em comparação com abril de
1997. No acumulado de janeiro a
abril, as perdas chegam a 8,5% em
relação ao mesmo período do
ano passado. Também no período
de 12 meses terminado em abril o
indicador foi negativo. A
redução foi de 6,7%.
O salário
médio por trabalhador,
descontada a inflação,
igualmente ficou menor, com
redução de 0,5% frente a
março, mês em que havia
mostrado uma ligeira melhora
(0,1%). Nas demais bases de
comparação, porém, o
comportamento do salário por
trabalhador manteve-se positivo,
com aumento de 3,1% em relação
a abril de 97; mesmo porcentual
(3,1%) no acumulado do ano; e
2,5% em 12 meses.
Com as
demissões superando as
admissões, a massa salarial paga
pela indústria (descontada a
inflação) também encolheu em
abril e ficou 0,9% menor do que
em março. Foi a sexta redução
consecutiva neste indicador,
exemplo do que está ocorrendo
com o nível de emprego. Ante
outubro de 97, quando começou a
queda, o encolhimento da massa
salarial alcançou 6,1%. No
acumulado do ano, a perda foi de
5,7% e nos 12 meses findos em
abril, de 4,4%.
São Paulo,
maior centro industrial do País,
permanece sofrendo mais que as
outras regiões com a
reestruturação do parque fabril
brasileiro. Entre março e abril,
a redução no número de
empregos industriais foi mais
acentuada em São Paulo, que
apresentou retração de 0,7%,
por conta dos cortes de postos de
trabalho em 12 dos 22 segmentos
industriais abrangidos pela
pesquisa do órgão. Os piores
resultados na indústria paulista
verificaram-se nos setores de
minerais não-metálicos (-6%) e
mecânico (-3,3%).
Em relação a
abril de 97, o nível de emprego
na indústria paulista despencou
9,6%; no acumulado do ano, 9,5%;
e em 12 meses, 8,4%. Todas as
variações, portanto, foram
piores que a média nacional. No
acumulado do ano, dos 22 gêneros
pesquisados, 21 tiveram cortes de
postos de trabalho, em um
movimento particularmente agudo
na indústria têxtil (-21,3%) e
de madeira (-19,9%).
Somente o
segmento de mobiliário teve em
São Paulo um número de
admissões superior ao de
demissões no período. Mesmo
assim, o crescimento acumulado no
emprego deste setor foi de
somente 0,3%. O salário por
trabalhador em São Paulo ccaiu
0,6% de março para abril