QUEBRA
Grande
banco japonês à beira da
falênciaTÓQUIO - Dando
mostras crescentes de que se
aproxima de sua falência, o
Long-Term Credit Bank (LTCB), um
dos principais bancos e o número
dois do financiamento a longo
prazo do Japão, confirmou ontem
que busca um sócio para uma
eventual fusão. Anunciou, ainda,
aos acionistas da instituição
financeira um vasto plano de
reestruturação. Enquanto
Katsunobu Ohnogi, presidente do
número dois japonês de
finanças a longo prazo,
discursava na assembléia-geral
anual de acionistas, o título do
LTCB voltava a cair na Bolsa de
Tóquio a um valor recorde de 50
ienes.
A ação cedeu
28,5% em relação ao dia
anterior, antes de se recuperar
levemente em torno dos 56 ienes
pouco antes do fechamento da
bolsa de valores. O título deste
banco perdeu mais de 98% de seu
valor desde os níveis
alcançados em 1987. O banco
admitiu em março deste ano
créditos duvidosos num valor
total de US$ 10 bilhões. Alguns
analistas acreditam que a cifra
real seja mais alta e estimam que
as autoridades japonesas não
podem se permitir o luxo de
deixar que o banco quebre.
A falência do
LTCB seria a mais grave do Japão
desde o final da Segunda Guerra
Mundial, maior que a sofrida em
novembro passado com a quebra da
empresa de corretagem Yamaichi,
que deu a medida da crise que
vive o país asiático. Os meios
de comunicação japoneses citam
rumores de uma próxima fusão do
banco com outro estabelecimento
financeiro, mas nenhum banco
parece disposto a assumir as
letras do LTCB.
Ohnogi prometeu
reduzir os efetivos do banco e
diminuir os gastos de gestão em
10 bilhões de ienes (US$ 70
milhões) nos próximos anos. A
direção do LTCB anunciou
também que pretende fechar um
terço de suas filiais no
exterior, reduzir o valor das
aposentadorias e diminuir os
salários dos funcionários.
BOLSAS -
A maioria das bolsas do Leste e
Sudeste asiáticos fechou em
baixa, com as oscilações
negativas do iene frente ao
dólar voltando a preocupar os
investidores. O grande temor da
região é de que a China
desvalorize o yuan, por causa da
pressão competitiva vinda do
enfraquecimento do iene.
"A Bolsa
da Indonésia caiu 0,50%, apesar
do anúncio do novo acordo com o
FMI para a liberação do
empréstimo. Mas a maior baixa
foi na Bolsa da Malásia, 1,53%.
Também caíram as bolsas da
Coréia (-0,38%), Filipinas
(-0,22%), Cingapura (-0,47%) e
Tailândia (-1,36%).
Já a Bolsa de
Hong Kong fechou em alta de
4,45%, com compras relacionadas
ao mercado futuro. Segunda-feira
é o vencimeno de alguns
contratos dos índices futuros de
junho. A visita do presidente dos
Estados Unidos, Bill Clinton, à
China também tornou positivo o
sentimento, disseram operadores.
Também teve alta a Bolsa de
Taiwan, de 0,68%.