- - - -- - - -- - - - - - - -- - - - - - - - --Jornal do Commercio - Recife, 26 de junho de 1998

QUEBRA
Grande banco japonês à beira da falência

TÓQUIO - Dando mostras crescentes de que se aproxima de sua falência, o Long-Term Credit Bank (LTCB), um dos principais bancos e o número dois do financiamento a longo prazo do Japão, confirmou ontem que busca um sócio para uma eventual fusão. Anunciou, ainda, aos acionistas da instituição financeira um vasto plano de reestruturação. Enquanto Katsunobu Ohnogi, presidente do número dois japonês de finanças a longo prazo, discursava na assembléia-geral anual de acionistas, o título do LTCB voltava a cair na Bolsa de Tóquio a um valor recorde de 50 ienes.

A ação cedeu 28,5% em relação ao dia anterior, antes de se recuperar levemente em torno dos 56 ienes pouco antes do fechamento da bolsa de valores. O título deste banco perdeu mais de 98% de seu valor desde os níveis alcançados em 1987. O banco admitiu em março deste ano créditos duvidosos num valor total de US$ 10 bilhões. Alguns analistas acreditam que a cifra real seja mais alta e estimam que as autoridades japonesas não podem se permitir o luxo de deixar que o banco quebre.

A falência do LTCB seria a mais grave do Japão desde o final da Segunda Guerra Mundial, maior que a sofrida em novembro passado com a quebra da empresa de corretagem Yamaichi, que deu a medida da crise que vive o país asiático. Os meios de comunicação japoneses citam rumores de uma próxima fusão do banco com outro estabelecimento financeiro, mas nenhum banco parece disposto a assumir as letras do LTCB.

Ohnogi prometeu reduzir os efetivos do banco e diminuir os gastos de gestão em 10 bilhões de ienes (US$ 70 milhões) nos próximos anos. A direção do LTCB anunciou também que pretende fechar um terço de suas filiais no exterior, reduzir o valor das aposentadorias e diminuir os salários dos funcionários.

BOLSAS - A maioria das bolsas do Leste e Sudeste asiáticos fechou em baixa, com as oscilações negativas do iene frente ao dólar voltando a preocupar os investidores. O grande temor da região é de que a China desvalorize o yuan, por causa da pressão competitiva vinda do enfraquecimento do iene.

"A Bolsa da Indonésia caiu 0,50%, apesar do anúncio do novo acordo com o FMI para a liberação do empréstimo. Mas a maior baixa foi na Bolsa da Malásia, 1,53%. Também caíram as bolsas da Coréia (-0,38%), Filipinas (-0,22%), Cingapura (-0,47%) e Tailândia (-1,36%).

Já a Bolsa de Hong Kong fechou em alta de 4,45%, com compras relacionadas ao mercado futuro. Segunda-feira é o vencimeno de alguns contratos dos índices futuros de junho. A visita do presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, à China também tornou positivo o sentimento, disseram operadores. Também teve alta a Bolsa de Taiwan, de 0,68%.


     

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