QUEBRA II
FMI
libera empréstimo de US$ 43 bi
para IndonésiaJACARTA - O
ministro de Coordenação da
Econômica, das Finanças e da
Indústria da Indonésia,
Ginandjar Kartasasmita, anunciou
ontem que um novo acordo foi
assinado com o Fundo Monetário
Internacional (FMI) para a
liberação do empréstimo de US$
43 bilhões, bloqueado desde a
eclosão dos protestos civis que
há poucos mais de um mês
resultaram na renúncia do
presidente Suharto.
O pacote impõe
drásticas medidas de austeridade
à nação, mas consegue ser ao
mesmo tempo sensível às
necessidades de milhões de
vítimas da pobreza neste que é
o quarto país mais populoso do
mundo. O comunicado oficial sobre
o pacote, assinado anteontem,
ocorreu durante uma coletiva à
imprensa, da qual também
participou Hubert Neiss,
principal representante do FMI na
Ásia.
Para que se
chegasse à fórmula divulgada
ontem, foram necessárias várias
semanas de negociações.
Trata-se do quarto acordo entre
as autoridades de Jacarta e o
Fundo desde outubro. Ao gabinete
do presidente Habibie caberá
implementar amplas reformas para
tornar mais eficiente o seu
sistema bancário, para reduzir a
dívida pública e dotar as
operações financeiras e
governamentais de maior
transparência.
Os
especialistas do FMI tiveram de
ceder um pouco, aceitando o
aumento dos gastos destinados à
área social, especialmente nos
setores de educação, saúde e
criação de empregos.
PROGRAMA -
A Indonésia apresentará aos
bancos estrangeiros no início de
julho um programa para a
reestruturação de US$ 8
bilhões e US$ 10 bilhões da
dívida contraída pelos bancos
do país, disse uma fonte à
agência Dow Jones. O programa,
parte de um amplo acordo traçado
durante uma série de reuniões
em Nova York, Tóquio e Frankfurt
no início deste ano, tem como
objetivo reduzir o peso da
dívida sobre os bancos e as
empresas privadas indonésias.
Segundo o
plano, os credores dos bancos
indonésios vão poder optar
entre trocar a dívida existente
por novos créditos com
vencimento em um, dois, três e
quatro anos, e juro de 2,75%, 3%,
3,25% e 3,5%, respectivamente. Os
novos créditos serão garantidos
pelo Banco da Indonésia, o banco
central.
LEILÃO -
A Coréia do Sul vai leiloar a
Kia Motors Corp. em meados de
julho e a Hanbo Stell Industry
Co., segunda maior siderúrgica
do país, em setembro. As
empresas estão sob intervenção
desde que foram declaradas
insolventes em 1997.