ARTIGO
Os
franceses também disserampor HAROLDO PRAÇA*
Os fracesses
também disseram que o maior
adversário da Seleção
Brasileira de futebol, era o
jornalismo (escrito e falado)
desta nossa terra.
Pela ausência
de capacidade, criatividade,
inteligência e amor ao torrão
em que nasceram (ou vivem), fazem
"misérias"! Mentem,
inflamam, criam fofocas e semeiam
discórdia; e "torcem"
cinicamente para incluir (ou
manter) no selecionando o
perna-de-pau que um dia vestiu
(ou veste) o uniforme do clube da
sua simpatia. Ao invés de honrar
a profissão e de fazer jus ao
salário que recebe - informando,
comentando coisas do esporte-rei;
apoiando e incentivando o grupo
de atletas e os brasileiros menos
informados a respeito de uma
competição tão importante,
descem ao lamaçal da pouca
vergonha e divulgam briga no
noivado de Ronaldinho; beijos de
Denílson, Gonçalves e Júnior
Baiano em noiva, esposa e
"encosto", faltando
muito pouco para registrar compra
de "camisinhas" e
"modess"!...Nada
constroem, não somam nada!.
Desconhecíamos
essa molecagem em torno da
seleção do Brasil, até que, em
excursão por seis países
europeus - acompanhando a
"Canarinha Cobaia" de
1956 -, presenciamos a disputa
ferrenha entre cariocas e
paulistas, cada qual desejando
escalar todos os pebolistas do
Rio ou de São Paulo... E o mais
lamentável: prosseguiam na
cachorrada - após duelo entre os
dois estados -, no incontrolável
desejo de vestir com a camiseta
verde-amarelo, o time do
Flamengo, Vasco, Fluminense e
Botafogo ou o Corinthians,
Palmeiras, São Paulo e Santos...
Aqui, os
tupiniquins desejam ser
papel-carbono e ficam perdidos na
grandeza do país-sede do evento,
na maratona da Copa do Mundo e
aumentam o pelotão dos que, ao
contrário de jornalistas,
locutores e comentaristas,
deveriam escolher, treinar,
escalar (ou jogar...) nos
diversos campos do mundo!
A modernidade -
salvo melhor juízo - está
piorando a trajetória do
esporte-rei. Agora, os apelidados
de cundutores de massa, vivem
sistematicamente em impedimento;
cometendo penalidades máximas;
chutando por cima e pelos lados
do gol... e ameaçados de cartão
vermelho!
Nosso cérebro
está queimando, nosso coração
batendo tão forte quanto os
limites da existência permitem,
patriótica e esportivamente,
desejamos que o Brasil conquiste
mais uma Copa do Mundo, a
derradeira do século! Mas, se
perdê-la, damos este
acróstico-epitáfio para o time
de "escreventes" e
"gritadores de
microfones" que lograram
derrotar os desejos, anseios e
sonhos da gente brasileira:
Brasil
Recolhe
Abatido
Seleção
Imprensa
Lambuzou
* Haroldo
Praça é jornalista