CASAMENTO
IV
Pesquisa
comprova: fidelidade é essencialFalta de dinheiro
implica num final de casamento?
Até que ponto o sexo é
importante dentro dessa relação
pautada por um "que dure
para sempre"? Nos meses de
abril e maio, 400 recifenses
foram ouvidos para se descobrir o
que eles pensam a respeito de
casamento, filhos, fidelidade e
felicidade conjugal. Os
resultados da pesquisa
Arconsult/JC mostram bem como a
instituição tradicional ainda
é respeitada e almejada por
grande parte da população, até
mesmo pela parcela mais jovem.
Um dos
resultados mais curiosos da
pesquisa é em relação ao sexo.
Quando perguntados sobre o que é
mais importante no casamento, 32%
dos entrevistados responderam que
o amor era a base da relação.
Outros 32% elegeram a fidelidade
como mais importante, enquanto
14% votaram no companheirismo. Os
filhos e a estabilidade
financeira ficaram com 8% da
parcela dos entrevistados. O
sexo, pasmem, conta com apenas 3%
da preferência dos
entrevistados.
Por outro lado,
ao serem questionados sobre a
importância do sexo no
matrimônio, 37% dos
entrevistados responderam que uma
boa relação sexual é
imprescindível para a
manutenção da união. Treze por
cento deles consideram o assunto
de média importância, enquanto
apenas 1% dos questionados não
considera o sexo importante.
Controversos, os recifenses.
No terreno da
fidelidade, a maioria dos
entrevistados foi taxativo: 80%
terminam o matrimônio caso
descubram que o parceiro teve uma
relação extra-conjugal.
Quatorze por cento deles alegam
que não terminariam o casamento,
enquanto 8% não souberam
responder à questão.
ESPINHAS E
CASÓRIO - Outro resultado
que chama atenção na pesquisa
Arconsult/JC é a opinião dos
jovens sobre o casamento: 52% dos
jovens entre 16 e 24 anos
consideram que casar de véu e
grinalda ainda é válido,
opinião compartilhada por 55%
das pessoas entre 25 e 39 anos. O
resultado pode ser uma
influência direta do medo em
relação à AIDS, que, de acordo
com especialistas em
comportamento juvenil, tornou a
juventude mais conservadora neste
final de século. Mais pesquisa:
56% das mulheres sonham em casar
na igreja. Os homens, pra
surpresa geral, não ficam muito
atrás desse número: 53% deles
também têm vocação para
alianças, padre e altar.