- - - -...............................................-Jornal do Commercio - Recife, 21 de junho de 1998

CASAMENTO IV
Pesquisa comprova: fidelidade é essencial

Falta de dinheiro implica num final de casamento? Até que ponto o sexo é importante dentro dessa relação pautada por um "que dure para sempre"? Nos meses de abril e maio, 400 recifenses foram ouvidos para se descobrir o que eles pensam a respeito de casamento, filhos, fidelidade e felicidade conjugal. Os resultados da pesquisa Arconsult/JC mostram bem como a instituição tradicional ainda é respeitada e almejada por grande parte da população, até mesmo pela parcela mais jovem.

Um dos resultados mais curiosos da pesquisa é em relação ao sexo. Quando perguntados sobre o que é mais importante no casamento, 32% dos entrevistados responderam que o amor era a base da relação. Outros 32% elegeram a fidelidade como mais importante, enquanto 14% votaram no companheirismo. Os filhos e a estabilidade financeira ficaram com 8% da parcela dos entrevistados. O sexo, pasmem, conta com apenas 3% da preferência dos entrevistados.

Por outro lado, ao serem questionados sobre a importância do sexo no matrimônio, 37% dos entrevistados responderam que uma boa relação sexual é imprescindível para a manutenção da união. Treze por cento deles consideram o assunto de média importância, enquanto apenas 1% dos questionados não considera o sexo importante. Controversos, os recifenses.

No terreno da fidelidade, a maioria dos entrevistados foi taxativo: 80% terminam o matrimônio caso descubram que o parceiro teve uma relação extra-conjugal. Quatorze por cento deles alegam que não terminariam o casamento, enquanto 8% não souberam responder à questão.

ESPINHAS E CASÓRIO - Outro resultado que chama atenção na pesquisa Arconsult/JC é a opinião dos jovens sobre o casamento: 52% dos jovens entre 16 e 24 anos consideram que casar de véu e grinalda ainda é válido, opinião compartilhada por 55% das pessoas entre 25 e 39 anos. O resultado pode ser uma influência direta do medo em relação à AIDS, que, de acordo com especialistas em comportamento juvenil, tornou a juventude mais conservadora neste final de século. Mais pesquisa: 56% das mulheres sonham em casar na igreja. Os homens, pra surpresa geral, não ficam muito atrás desse número: 53% deles também têm vocação para alianças, padre e altar.


     

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