PROCESSO
II
Dieta
garante o equilíbrio emocionalA instabilidade
emocional e psíquica aumenta com
a idade porque, acima dos 65
anos, cerca de 10% das pessoas
sofrem de uma forma rápida de
degeneração do tecido cerebral.
Segundo o clínico geral e
geriatra carioca Valter Ryfer,
essa degeneração leva a
doenças como o mal de Alzheimer,
em que a atrofia cortical
cerebral e a perda de neurônios
produz perda da memória e
completa desorientação social.
Os processos
degenerativos atingem a mente e o
corpo ao mesmo tempo. O declínio
das funções do sistema nervoso
autônomo reduz a transmissão
nervosa para as glândulas
endócrinas. A produção de
hormônios e o metabolismo
declinam e a força muscular
diminui. Os sintomas se instalam
aos poucos, a partir dos 50 anos,
sobretudo se não houver
prevenção.
"Devem-se
evitar as carências
nutricionais. O ideal é que a
pessoa faça dieta equilibrada,
não fume, beba álcool com
moderação e também evite ao
máximo o contato com metais
tóxicos como o chumbo, o
alumínio, o mercúrio e o
arsênico. Esses metais aumentam
a produção dos radicais livres
que estimulam a degeneração
celular", explica Ryfer.
Após os 30
anos, as pessoas perdem por dia
de 10 mil a 100 mil neurônios,
as células nervosas que integram
o cérebro (o ser humano nasce
com bilhões de neurônios).
Essas células não podem ser
reproduzidas. Quando os
neurônios são apenas lesados,
porém, seus mecanismos próprios
podem levá-los a ser
restaurados.
A regeneração
dos neurônios, com a
conseqüente recuperação das
emoções, pode ser conseguida
mediante o uso de suplementos,
segundo alguns médicos. A
clínica Denise Quinet Pifano,
que participou há dias de um
congresso de envelhecimento
cerebral no Hotel Glória,
recomenda especialmente a
vitamina D. "A vitamina D,
em doses controladas, estimula a
produção de uma substância
naturalmente produzida pelo
cérebro, o NGF, ou fator de
crescimento neuronal, que adia o
declínio cerebral".
Para funcionar
bem, o cérebro requer
diariamente 120 gramas de
glicose, além de sódio,
potássio, ácidos graxos
insaturados e aminoácidos como a
L-glutamina. As vitaminas do
complexo B e a lecitina também
são consideradas protetoras do
bom funcionamento do cérebro.