- - - -...............................................-Jornal do Commercio - Recife, 21 de junho de 1998

PROCESSO II
Dieta garante o equilíbrio emocional

A instabilidade emocional e psíquica aumenta com a idade porque, acima dos 65 anos, cerca de 10% das pessoas sofrem de uma forma rápida de degeneração do tecido cerebral. Segundo o clínico geral e geriatra carioca Valter Ryfer, essa degeneração leva a doenças como o mal de Alzheimer, em que a atrofia cortical cerebral e a perda de neurônios produz perda da memória e completa desorientação social.

Os processos degenerativos atingem a mente e o corpo ao mesmo tempo. O declínio das funções do sistema nervoso autônomo reduz a transmissão nervosa para as glândulas endócrinas. A produção de hormônios e o metabolismo declinam e a força muscular diminui. Os sintomas se instalam aos poucos, a partir dos 50 anos, sobretudo se não houver prevenção.

"Devem-se evitar as carências nutricionais. O ideal é que a pessoa faça dieta equilibrada, não fume, beba álcool com moderação e também evite ao máximo o contato com metais tóxicos como o chumbo, o alumínio, o mercúrio e o arsênico. Esses metais aumentam a produção dos radicais livres que estimulam a degeneração celular", explica Ryfer.

Após os 30 anos, as pessoas perdem por dia de 10 mil a 100 mil neurônios, as células nervosas que integram o cérebro (o ser humano nasce com bilhões de neurônios). Essas células não podem ser reproduzidas. Quando os neurônios são apenas lesados, porém, seus mecanismos próprios podem levá-los a ser restaurados.

A regeneração dos neurônios, com a conseqüente recuperação das emoções, pode ser conseguida mediante o uso de suplementos, segundo alguns médicos. A clínica Denise Quinet Pifano, que participou há dias de um congresso de envelhecimento cerebral no Hotel Glória, recomenda especialmente a vitamina D. "A vitamina D, em doses controladas, estimula a produção de uma substância naturalmente produzida pelo cérebro, o NGF, ou fator de crescimento neuronal, que adia o declínio cerebral".

Para funcionar bem, o cérebro requer diariamente 120 gramas de glicose, além de sódio, potássio, ácidos graxos insaturados e aminoácidos como a L-glutamina. As vitaminas do complexo B e a lecitina também são consideradas protetoras do bom funcionamento do cérebro.


     

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