- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -- - - -Jornal do Commercio - Recife, 24 de junho de 1998

MERCADO
Softex amplia sede e reafirma a construção de prédio inteligente

por BENIRA MAIA
benira@jc.com.br

A produção pernambucana de software mostra fôlego. O Centro de Tecnologia de Software para Exportação do Recife (Softex-Recife) inaugurou suas novas instalações, quinta passada (18), numa solenidade que apontou para a ampliação dos investimentos no setor de informática. A previsão do Softex é que o teleporto das indústrias de software comece a ser erguido, no Bairro do Recife, em meados do segundo semestre.

"O Teleporto vai permitir maior visibilidade às empresas", afirma o diretor do Softex-Recife, Cláudio Marinho. O investimento de R$ 5,5 milhões deverá ser financiado pelo BNB junto às empresas que forem ocupar o prédio inteligente a ser localizado na Rua Domingos José Martins, atrás da Bom Jesus.

"Hoje ocupamos 300 metros. Cresceremos e ocuparemos 3 mil metros quadrados", disse Marinho. Criado em 93, o Softex-Recife começou com 11 empresas com projetos de software e hoje reúne 26. A maiora se encontra distribuída nas incubadoras, mas, com a ampliação da sede do Softex no prédio da IBM, nas Graças, o Centro passa a contar com cinco empresas lá instaladas - Pointer, WIT, Ecossistemas, Cyberland e agora a Mercatto.

O otimismo marcou a solenidade de inauguração da sede, que reuniu representantes do governo estadual e municipal, além de empresários do setor e analistas de sistemas. "A informática é importante para o futuro do Recife", discursou a secretária municipal de Planejamento, Celecina Pontual. "Pernambuco entra na rota dos estados com vocação tecnológica", afirmou o secretário estadual de Ciência, Tecnologia e Meio Ambiente, Sérgio Rezende, se referindo à construção do Parqtel, no Curado.

PROVEDORES - O teleporto dos pequenos provedores, também instalado no edifício da IBM, deverá começar a funcionar ainda este semestre. O conselho aguarda apenas a liberação, por parte da Telpe, de quatro conversores para começar a compartilhar um link exclusivo de 2MB até o backbone da Rede Nacional de Pesquisa, no Itep. Os conversores, que estavam previstos para maio, farão a interface entre os roteadores V35 dos provedores e a linha G703, da Telpe.

Até agora, o teleporto reúne os provedores Cyberland, NLink e Torricelli. A previsão é de que a Truenet também se junte ao grupo. "Com o teleporto, melhoramos a comunicação e baixamos os custos", afirma Luiz de Barros, da NLink. "Com a linha direta com o Itep, a comunicação fica sem stress", diz Aisa Pereira, da Cyberland.


 

 

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