MERCADO
Softex
amplia sede e reafirma a
construção de prédio
inteligentepor BENIRA MAIA
benira@jc.com.br
A produção
pernambucana de software mostra
fôlego. O Centro de Tecnologia
de Software para Exportação do
Recife (Softex-Recife) inaugurou
suas novas instalações, quinta
passada (18), numa solenidade que
apontou para a ampliação dos
investimentos no setor de
informática. A previsão do
Softex é que o teleporto das
indústrias de software comece a
ser erguido, no Bairro do Recife,
em meados do segundo semestre.
"O
Teleporto vai permitir maior
visibilidade às empresas",
afirma o diretor do
Softex-Recife, Cláudio Marinho.
O investimento de R$ 5,5 milhões
deverá ser financiado pelo BNB
junto às empresas que forem
ocupar o prédio inteligente a
ser localizado na Rua Domingos
José Martins, atrás da Bom
Jesus.
"Hoje
ocupamos 300 metros. Cresceremos
e ocuparemos 3 mil metros
quadrados", disse Marinho.
Criado em 93, o Softex-Recife
começou com 11 empresas com
projetos de software e hoje
reúne 26. A maiora se encontra
distribuída nas incubadoras,
mas, com a ampliação da sede do
Softex no prédio da IBM, nas
Graças, o Centro passa a contar
com cinco empresas lá instaladas
- Pointer, WIT, Ecossistemas,
Cyberland e agora a Mercatto.
O otimismo
marcou a solenidade de
inauguração da sede, que reuniu
representantes do governo
estadual e municipal, além de
empresários do setor e analistas
de sistemas. "A informática
é importante para o futuro do
Recife", discursou a
secretária municipal de
Planejamento, Celecina Pontual.
"Pernambuco entra na rota
dos estados com vocação
tecnológica", afirmou o
secretário estadual de Ciência,
Tecnologia e Meio Ambiente,
Sérgio Rezende, se referindo à
construção do Parqtel, no
Curado.
PROVEDORES -
O teleporto dos pequenos
provedores, também instalado no
edifício da IBM, deverá
começar a funcionar ainda este
semestre. O conselho aguarda
apenas a liberação, por parte
da Telpe, de quatro conversores
para começar a compartilhar um
link exclusivo de 2MB até o
backbone da Rede Nacional de
Pesquisa, no Itep. Os
conversores, que estavam
previstos para maio, farão a
interface entre os roteadores V35
dos provedores e a linha G703, da
Telpe.
Até agora, o
teleporto reúne os provedores
Cyberland, NLink e Torricelli. A
previsão é de que a Truenet
também se junte ao grupo.
"Com o teleporto, melhoramos
a comunicação e baixamos os
custos", afirma Luiz de
Barros, da NLink. "Com a
linha direta com o Itep, a
comunicação fica sem
stress", diz Aisa Pereira,
da Cyberland.