JC
NEGÓCIOS
Fernando
Castilho
Tempo
de pagar para ver
Ressabiado com
a série de anúncios de
programas feitos pela Caixa
Econômica e que se revelam
nulos, dirigentes do mercado
imobiliário olham atravessado
para o novo pacote de medidas que
o presidente Fernando Henrique
Cardoso anunciou terça-feira.
O número de R$
6 bilhões ninguém leva a
sério. Simplesmente não há
projetos hoje disponíveis para
absorver a verba. No máximo,
poderia abocanhar R$ 2 bilhões.
Mas isso se a CEF provar que tem
capacidade de processar um volume
de contratos e projetos, o que
não fez até hoje.
Mas existem
dois dados importantes no pacote.
Primeiro, a queda da taxa de
juros. Como o financiamento é
longo (pelo menos 15 anos)
qualquer ponto que se baixe quer
dizer R$ 50,00, R$ 80,00 ou R$
100,00 na prestação, o que faz
uma enorme diferença.
Segundo, a
queda na taxa de seguro. É que
como o seguro era obrigatório
ele virou um espécie de mina de
ouro de um pequeno grupo de
seguradoras que cobrava até 20%
do preço da prestação. Com a
livre concorrência ele pode cair
para 5% que é o que se cobra no
resto do mundo.
Mas o setor vai
esperar para ver. A falta de
confiança na capacidade de
processar as linhas de crédito
da CEF é tão grande que o setor
não vai soltar fogos. Vai
colocar os contratos e os
pedidos. Se eles forem digeridos
e a roda girar, tudo bem. De
tanto estardalhaço da própria
CEF os próprios empresários
ficaram desconfiados. Agora é
esperar para ver tudo isso que
FHC anunciou na prática. E nada
de impactante deve acontecer
antes de outubro.
Guerra
eleitoral
A aliança do
PSB/PT/PDT vai pôr na mídia
nacional da campanha eleitoral o
caso Celpe. O PT já se prepara
para descarregar baterias no
BNDES e no ex-presidente da
instituição e hoje ministro das
Comunicações, Luís Carlos
Mendonça de Barros. Ele teria
sido responsável pelo
financiamento de US$ 1 bilhão em
plena crise da Ásia, ao custo de
TJLP mais 8%, para que empresas
pudessem fazer recompra de
ações. O caso Celpe entrará
como um caso em que o banco ao
contrário discriminou o Estado.
Cearenses
Não se pode
dizer que o Ceará não trabalha
pensando no futuro. A
construção do primeiro estágio
do Metrofor só começa em agosto
e deve durar 30 meses, mas
segundo o diretor da empresa
Hélio Girão, a empresa já
antecipou, em um ano, a
conclusão da segunda etapa
prevista para o ano 2001 e
finaliza o terceiro estágio.
Tudo isso com dinheiro do Governo
Federal e do Eximbank.
Leandro
& Leonardo
Quem tiver real
que aguarde mas, até agosto,
três novos CDs da dupla Leandro
& Leonardo chegarão ao
mercado. O primeiro deles,
coletânea com os maiores
sucessos, chamado "Sonho por
sonho", chega esta semana
às lojas. Trata-se de um CD da
Continental, gravadora com a qual
a dupla vinha enfrentando uma
briga jurídica. Dia 15 de julho
é a vez de "O
sonhador", já pela BMG. Em
agosto, a Continental lança um
CD infantil gravado no começo do
ano.
Créditos
O Banco do
Brasil iniciou, ontem, o programa
de leilão de créditos
duvidosos. A idéia é tentar
receber pelo menos uma parte do
que já está provisionado com
prejuízo. O programa que
começou por Brasília será
ampliado para todos os estados
até o final do ano. O comprador
fica com o direito de cobrar do
devedor diretamente.
Daqui até o
final do ano os servidores do
Estado não devem esperar receber
seus salários no mês
correspondente.
Os passageiros
de primeira classe e os que têm
cartões Diamante do programa de
milhagem da Varig (Smiles) já
podem descansar em hotéis
próximos aos aeroportos de
Guarulhos e Rio de Janeiro quando
vierem de Paris, Nova York e
Miami por conta da empresa.
Um grupo de 38
nordestinos viaja segunda-feira,
para ver as partidas das finais
da Copa do Mundo, com despesas
pagas pela Coral que os escolheu
dentro de uma promoção por
aumento de vendas. Todos esperam
ver o Brasil jogar pelo menos uma
vez.
A rede de
Laboratórios Cerpe, a maior do
Norte e Nordeste, é a
instituição homenageada da
próxima reunião do Caxangá
Ágape Clube, nesta quarta-feira,
no Restaurante Spettus do Derby.
A concordata da
Arapuã e da Grandelar fez com
que a indústria ficasse ainda
mais restritiva na hora de
conceder crédito aos varejistas.
Isso quer dizer que poucos vão
ter todas as marcas.
Está cada vez
mais difícil para o Governo do
Estado encontrar uma forma de
viabilizar recursos de que
precisa depois do encerramento
das negociações com o BNDES,
mesmo dentro do sistema
financeiro privado.
A operação de
antecipação deve ficar suspensa
ficando tudo para o leilão
inicialmente marcado para
novembro. Mas diante do atraso, o
prazo tido como certo pode ser
esticado, ficando para o próximo
Governo.
E-mail:
castilho@jc.com.br
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