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SEU
DINHEIRO
Regina
Pitóscia
Novo
recuo das Bolsas
O mercado
financeiro, principalmente o de
ações, não traduziu em
números a boa receptividade à
decisão do Banco Central que
endossou as expectativas do
mercado e trouxe a Taxa Básica
do Banco Central (TBC), o piso de
juros, de 21,75% ao ano para 21%.
A Bolsa de São Paulo manteve a
tendência de queda ao fechar o
pregão com baixa de 3,33%, em
pregão que movimentou R$ 496,733
milhões. Embora 6,91% superior
ao da véspera, o volume de
negócios é considerado baixo e
insuficiente para colocar o
mercado de ações em trajetória
consistente de valorização.
Embora as
condições domésticas, como a
ascensão do presidente Fernando
Henrique Cardoso nas pesquisas
eleitorais e o persistente
declínio dos juros, estejam se
tornando mais favoráveis, as
Bolsas de Valores estão reagindo
mais a fatores de inquietação
procedentes do exterior. Ontem,
mais uma vez, operadores
atribuíram o fechamento negativo
do mercado de ações às
incertezas alimentadas pela
continuidade de desvalorização
do iene, a moeda japonesa, diante
do dólar. A moeda recuou a 142
ienes por dólar, sem que os
bancos centrais dos Estados
Unidos ou do Japão interviessem.
A avaliação
dos analistas é que a
instabilidade nos mercados
domésticos, sem definição de
tendência, será mantida
enquanto não clarear uma
perspectiva de solução da crise
nas economias asiáticas. O
motivo é que o capital
estrangeiro teme incertezas e,
sem a participação dele nos
pregões, não se espera uma
valorização mais fortes das
ações e expansão dos
negócios.
As ações da
Telebrás e Eletrobrás, duas das
principais blue chips do mercado,
tiveram fortes baixas.
Eletrobrás PNB foi a segunda
maior queda do Índice Bovespa
(IBovespa), com desvalorização
de 8,33%, cotada por R$ 34,10 o
lote de mil ações, seguida pela
ON, em terceiro, com baixa de
8,28%, para R$ 32,10. O mercado
de renda fixa não alterou o
nível de juros, porque as taxas
de rentabilidade dos CDBs já se
haviam ajustado à expectativa de
corte do piso dos juros, indicado
pela TBC, para próximo de 21% ao
ano.
Ouro
Fechamento: R$ 11,10
Variação: baixa de 0,72%
O ouro
movimentado na Bolsa de
Mercadorias & Futuros
(BM&F) fechou com baixa de
0,72%, cotado por R$ 11,10 o
grama. O volume negociado foi de
94 kg. No mercado de Nova York,
na Commodity Exchange (Comex), a
onça-troy de ouro (31,104
gramas) foi cotada por US$ 293,80
nos contratos para vencimento em
junho.
Dólar
Fechamento: R$ 1,210
Variação: queda de 0,81%
As cotações
no câmbio negro permaneceram em
queda. Cotado por R$ 1,210 para a
compra e R$ 1,225 para a venda, o
dólar paralelo fechou com
desvalorização de 0,81%. O
dólar comercial valorizou-se
0,03%, ao encerrar os negócios
valendo R$ 1,1554 na compra e R$
1,1562 na venda.
Renda
fixa
Taxa bruta ao ano: 20,50%
Ganho bruto/32 dias: 1,57%
O segmento de
renda fixa reagiu com
tranqüilidade à redução pelo
Copom da TBC de 21,75% para 21%
ao ano e da TBan de 29,75% para
28%, considerados,
respectivamente, o piso e o teto
das taxas de juros. Em dia de
poucos negócios, os juros dos
CDBs permaneceram estáveis
ontem. A razão disso é que as
instituições financeiras já se
haviam antecipado às novas taxas
e ajustados os juros que
remuneram os investidores e
títulos bancários. Pela taxa
máxima, o papel prefixado de 32
dias emitido ontem remunerou os
investidores com 20,50% ao ano,
ou 1,57% bruto e 1,25% líquido
no período. Nas agências, para
aplicações com quantia de R$ 10
mil, os bancos pagaram em média
15,90% ao ano, ou 1,32% bruto e
1,06% líquido; para R$ 30 mil,
17,29% ao ano, ou 1,43% bruto e
1,14% líquido; para R$ 50 mil,
18,24% ao ano, ou 1,50% bruto e
1,20% líquido.
Tendências
Problemas
externos (nova desvalorização
do iene frente ao dólar e
agravamento da crise econômica
na Rússia) voltaram a mexer com
os negócios domésticos, ontem.
Tanto que a tendência de queda
gradativa do juro, sinalizada
pelo recuo da TBC para 21%, na
quarta-feira, foi ignorada pelos
investidores dos mercados futuros
da BM&F.
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