SUCESSÃO PRESIDENCIAL
Convenção
do PMDB pode ser suspensaBRASÍLIA - O
plenário do Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) vai decidir,
hoje, se suspende ou não a
convenção do PMDB convocada
para domingo (28) pelo presidente
do partido, deputado Paes de
Andrade (CE), com o objetivo de
deliberar sobre a candidatura
própria do partido nas
eleições de outubro. O ministro
José Néri, relator da medida
cautelar protocolada ontem no TSE
pela ala governista do PMDB - que
quer ratificar o apoio do partido
à reeleição do presidente
Fernando Henrique (PSDB) -,
poderia decidir sozinho a
questão, mas como ontem se
realizaria a última sessão do
TSE antes da convenção, decidiu
levá-la à reunião plenária do
tribunal.
Em seu parecer,
Néri argumentou que o julgamento
do assunto não era competência
do TSE, mas da Justiça Comum.
Ontem, três ministros votaram
contra o parecer do relator. Às
22h15, os ministros decidiram
suspender a sessão e a votação
será retomada hoje. Três
ministros ainda faltam votar.
Na medida
cautelar protocolada pelos
líderes do PMDB na Câmara e no
Senado, deputado Geddel Vieira
Lima (BA) e senador Jáder
Barbalho (PA), os líderes alegam
que Paes não tem poder para
convocar esta convenção e pedem
que os efeitos da convocação
sejam sustados. Os governistas
alegam que a executiva nacional
não foi reunida para convocar a
convenção e que Paes não
poderia fazer a convocação por
coleta de assinaturas, como
ocorreu.
Paes também se
preparava ontem para apresentar
recursos ao TSE e ao Tribunal de
Justiça do Distrito Federal. Ele
quer anular a convocação da
convenção nacional
extraordinária feita pelos
governistas. Ele argumenta que a
escolha dos candidatos do partido
a presidente e a vice-presidente
da República só pode ser feita
em convenção ordinária, como
prevê o estatuto.
O presidente da
Câmara, Michel Temer (PMDB-SP),
fez ontem uma proposta de
conciliação. Os dois grupos
realizariam uma única
convenção, sob a presidência
de Paes e sem claques. Paes fez
uma contraproposta: a convenção
seria realizada no Ginásio de
Esportes Nilson Nelson, mas os
militantes teriam acesso restrito
às arquibancadas. Não houve
acordo.
ACORDO O
ex-presidente Itamar Franco e o
ex-governador Newton Cardoso
oficializaram ontem a chapa do
PMDB ao Governo de Minas. Até o
início da semana, ambos eram
pré-candidatos à convenção
peemedebista, marcada para
amanhã. Ontem, disseram ter
chegado a um consenso antes do
encontro - graças a um recuo de
Newton. Nos bastidores, a
informação era de que o acordo
foi patrocinado por FHC e
governistas do PMDB.