PARTIDOS II
Partido
é uma das ramificações da
ArenaBRASÍLIA - Antes
de chamar-se Partido Progressista
Brasileiro, o PPB já atendeu
pelas siglas PPR, PDS e Arena.
Arena e PDS, recordando aos
leitores, foram os partidos de
sustentação ao regime militar
que governou o País entre 1964 e
1985.
A Arena foi
criada junto com o MDB, quando o
regime decidiu extinguir as
legendas então existentes e
instituiu o bipartidarismo no
País. Os políticos leais aos
militares agruparam-se na
Aliança Renovadora Nacional; os
oposicionistas, no Movimento
Democrático Brasileiro. No
início, nem uma nem outra
legenda era efetivamente
situação ou oposição. O MDB
capengava porque os principais
líderes da resistência haviam
sido cassados e/ou exilados do
País durante o regime. A Arena
não mandava de fato,
limitando-se apenas a ratificar
as decisões dos generais.
Esse quadro
começou a mudar a partir das
eleições de 1974, quando uma
onda oposicionista varreu o País
e o MDB teve sua primeira
vitória eleitoral expressiva
sobre a Arena, na disputa pelas
cadeiras do Senado.
Em 77, os
militares ainda tentaram
recuperar o prejuízo criando os
chamados senadores biônicos,
eleitos por via indireta, mas
voltariam a amargar resultados
negativos na eleição do ano
seguinte. Pouco a pouco, a Arena
estava deixando de ser o
"maior partido do
Ocidente" como a
classificara seu então
presidente, o hoje senador
Francelino Pereira (MG).
PLURIPARTIDARISMO
- Então, a solução
encontrada pelos estrategistas do
Governo foi a extinção da Arena
e MDB e o retorno ao
pluripartidarismo no País. A
manobra tinha dois objetivos:
eliminar o estigma que pesava
sobre a Arena, por ser o partido
dos militares, trocando sua sigla
para PDS; e fragmentar o MDB em
vários partidos, criados a
partir da volta dos exilados
políticos.
Mas havia uma
pedra no meio do caminho. Até
então unido no apoio aos
militares, o já PDS rachou em
1984, na convenção que indicou
Paulo Maluf como candidato do
partido à eleição indireta
para a Presidência da
República. Insatisfeitos com a
escolha, líderes até então
proeminentes da legenda, entre os
quais o atual vice-presidente
Marco Maciel, o ex-presidente
José Sarney e o senador Jorge
Bornhausen, reuniram-se numa
dissidência autodenominada
Frente Liberal, que tornou-se o
PFL. Foi essa divisão que
permitiu a vitória de Tancredo
Neves no Colégio Eleitoral.
Com o fim do
regime dos generais, o PDS
encolheu. A maior parte de seus
dissidentes partiu para a
criação do PFL; outros
distribuíram-se entre diversas
legendas. Em 1994, os que
permaneceram no partido - cada
vez mais identificado com a
figura de Paulo Maluf - uniram-se
ao PDC e fundaram o PPR. Dois
anos depois foi incorporado o
Partido Popular (PP) (que, por
sua vez, vinha de uma fusão
entre o PTR e o PST) e se
transformaria na atual PPB.