-...............................................-Jornal do Commercio - Recife, 25 de outubro de 1998

PREVENÇÃO
A importância da reposição hormonal

Novos produtos de terapia de reposição hormonal (TRH) para mulheres estão chegando todos os dias no mercado, porém competem com um adversário poderoso: a desinformação das próprias usuárias. O gel é a mais nova forma de realizar essa terapia, que toda mulher deveria fazer após os 45 anos de idade. A vantagem desse tipo de produto, segundo os médicos, está na discrição e na rapidez com que atua no corpo.

Pelo menos duas empresas farmacêuticas (a Byk Farmacêutica, com o Estreva, e a Organon, com o Sandrena gel) lançaram o gel recentemente no mercado em tubo com um bico dosador, para controlar a quantidade ideal diária: 1,5 gramas por dia. O preço (tanto de um como de outro) fica na faixa dos R$ 30,00, e cada um trata por aproximadamente um mês. Contando que a mulher precisa fazer a reposição hormonal diariamente, o produto é, por enquanto, um privilégio de poucas. O gel pode ser passado nos braços, pernas ou nádegas.

Até este ano, as outras formas de fazer a reposição hormonal eram comprimidos e patches (adesivos colados sobre a pele). Segundo especialistas consultados, as pílulas saem mais em conta (cerca de R$ 10,00), mas possuem uma eficácia mais demorada. Já os adesivos ficam entre R$ 20,00 e R$ 35,00.

Esses patches fazem parte de um mercado que também não pára de crescer. O Laboratório Merck, um dos que mais investe no ramo, lança neste mês o adesivo FEM 7 que "não irrita a pele, atua por 7 dias e aumenta a produção do estrogênio (hormônio feminino)". Para os médicos, os adesivos apresentam "bons e rápidos" resultados, porém podem representar uma espécie de "carimbo" na mulher que o utiliza.

O preço dos produtos e a desinformação transformam a terapia de reposição hormonal numa ilustre desconhecida para a maioria das mulheres que está chegando ou já se encontra na menopausa. Segundo a Sociedade Brasileira de Climatério (Sobrac), apenas 8% das brasileiras fazem essa terapia. Um dado alarmante levando-se em conta que depois dos 45 anos, ou quando a menstruação torna-se irregular nessa fase climatérica, toda mulher precisaria fazer o tratamento.

O presidente da Sobrac em Pernambuco, o médico Roberto de Oliveira, explica que durante o climatério e depois da menopausa a mulher fica suscetível a várias complicações por causa da diminuição dos hormônios, tais como a arterioesclerose, a descalcificação óssea e o Mal de Alzheimer. "A terapia de reposição hormonal evita pelo menos 300 mortes por ano. Se todas as mulheres fizessem o tratamento, esse número seria de 42 mil óbitos a menos", calcula.


     

Índice | Editorial | Política | Brasil | Internacional | Cidades | Ciência/Meio Ambiente | Esportes | Economia |
Caderno C | Informática | Turismo | Charge | Colunas | Regional | Veículos | Família | Especiais

Últimas Notícias | JC Debate | Roteiro | Weekend | Bate-papo | Tábua de Marés
Fale com o JC | Links | Classificados | Rádio Jornal| Edições Anteriores | Assinantes