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ALIADO
Índios dançam "toré" em homenagem a Sulivan

GOIÂNIA - O presidente da Funai, Sulivan Silvestre, 36, foi enterrado ontem à tarde, no cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia. Silvestre morreu anteontem à noite, quando o bimotor em que viajava caiu a cerca de três quilômetros da cabeceira da pista do aeroporto internacional Santa Genoveva, em Goiânia. Seu assessor Luciano Ribeiro Neves, o piloto Agmar Domingos Rosa, e o passageiro Adão Fernandes Sobrinho, também morreram.

O bimotor Sêneca saiu às 20h50 de Brasília e pegou fogo antes de cair, por volta das 21h30. O avião atingiu uma casa, mas as quatro pessoas que estavam dentro não ficaram feridas. Durante todo o velório e o enterro, os cerca de 220 índios das tribos pancararu e funiô fizeram várias homenagens.

Segundo os índios, o presidente da Funai foi um grande aliado em todas as questões e o melhor presidente que já passou pelo órgão. Os índios formaram uma grande roda e realizaram um "toré", dança que na cultura indígena serve para homenagear os "irmãos mortos". "Nós perdemos um grande aliado, um orientador e um político que sempre trabalhou em prol de todas as tribos do Brasil", disse o líder Joãozinho Terena, representante da Funai em Mato Grosso do Sul.

Sulivan Silvestre participaria de uma reunião com os índios às 9h45 de ontem, em Goiânia, para tratar de assuntos referentes à saúde, educação, meio ambiente e demarcações de terras. O presidente Fernando Henrique foi representado no enterro pelo ministro da Justiça Renan Calheiros, que irá acompanhar pessoalmente as investigações. O relatório preliminar do Ministério da Aeronáutica deve ser concluído em dez dias. A assessoria do ministério informou que o bimotor, fabricado em 1979, estava com suas revisões periódicas em dia e o piloto era habilitado para viajar à noite.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.02.99

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