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SHOWS Paralamas do Sucesso grita poesias em Hey Na Na por MARCELO PEREIRA Um dos pontos altos do show que Paralamas do Sucesso faz esta noite, na Fun House, a partir das 22h, deve ser a homenagem a Chico Science, cujo segundo aniversário de morte, transcorrido ontem, passou quase em branco, salvo uma homenagem oficial, propondo a criação de um memorial numa área de mangue desapropriada próximo ao Aeroporto dos Guararapes. Herbert Vianna tornou-se um brother de Chico, principalmente durante a turnê conjunta com a Nação Zumbi, pela Europa, e em sua memória musicou a letra de Scream Poetry, que ele deixou inédita. Scream Poetry, gravada em dueto com Jorge Mautner, que também toca violino, é uma das músicas mais belas de Hey Na Na, disco que deu origem a atual turnê de Paralamas do Sucesso e que já vendeu mais de 250 mil cópias, apesar de toda a crise brasileira. Agora não prateleira já são 13 discos de ouro e 14 de platina. Para o baterista João Barone, o novo disco representa o momento mais alto da carreira dos Paralamas. "Acho que nunca conseguimos atingir um resultado tão legal", disse na época do lançamento. De Hey Na Na - disco gravado no estúdio caseiro do produtor Chico Neves e mixado no estúdio do cantor Peter Gabriel - saíram os sucessos Ela Disse Adeus, Por Sempre Andar, O trem da Juventude, O Amor Não Sabe Esperar e, o mais novo hit, Depois da Queda o Coice, que ganhou clip, dirigido por Andrucha, da Conspiração Filmes. Além dos hits de Hey Na Na, o show atual tem também um set acústico, no qual o trio faz um laboratório para o novo disco, que será gravado entre março e abril, para o projeto da MTV. Normalmente, a banda inclui nele canções que não fizeram muito sucesso mas têm potencial para estourar, como Nebulosa do Amor e Bora Bora. Dos hits antigos, os mais constantes nos shows são: Meu Erro, Óculos, Vital e Sua Moto, Lourinha Bombril, Uma Brasileira, Lanterna dos Afogados, Um Amor, Um Lugar, Selvagem, Uns Dias e A Pólvora, além de canções gravadas por Tim Maia e Marisa Monte. O público também irá conferir a pegada de Hebert Viana na guitarra. Em entrevista ao fanzine eletrônio Paralunáticos, ele confessa que estava meio desleixado o com o instrumento e fazendo muita coisa no teclado e no computador, pensando muito em textura de teclado. "Tinha deixado de tocar, eu tava meio descuidado com o som das guitarras. E agora eu tô investindo muito, comprando muita guitarra, experimentando muito amplificador, muito efeito", disse. Do Recife, Paralamas prossegue seu giro por Natal, Maceió e João Pessoa, encerrando no sábado em Caruaru. Depois, é só folia. Serviço: Paralamas do Sucesso |
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