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FOLIA VI Crise financeira ameaça saída do Galo A crise financeira que abalou o país nas últimas semanas também está afetando o maior bloco de rua do mundo, o Clube de Máscaras Galo da Madrugada. Com um déficit de R$ 50 mil no orçamento, o presidente da agremiação, Enéas Alves Freire, está encontrando dificuldades para organizar o 21º desfile. "Essa diferença vai trazer problemas, pois a receita está menor que as despesas. A Prefeitura do Recife e o Governo do Estado deveriam colaborar mais. Desse jeito, a saída do Galo está ameaçada", exagerou o presidente. Enéas disse, ontem, que uma conjugação de fatores está abalando os cofres do Galo. Para começar, ele tinha certeza de que o Governo do Estado iria contribuir de forma generosa com a agremiação. "Esperava coisa melhor do governo do PFL, mas recebi a mesma quantia dada no ano passado pelo Governo Arraes", lamentou, sem revelar o valor da doação. Enéas Alves também ficou insatisfeito com a ajuda da PCR. "Pagaram pouco, pois nossa passagem pela Avenida Guararapes é um convênio de troca de verbas". Enéas argumenta que a PCR só consegue vender as arquibancadas da Guararapes por causa da multidão de foliões que acompanha o Galo no Sábado de Zé Pereira. "Aquele lugar é um cemitério no domingo, na segunda e na terça-feira de Carnaval", alfineta. Para completar a penúria, a Prefeitura de Caruaru cancelou, por motivos financeiros, o desfile que o clube iria fazer na cidade no próximo sábado (6). "Deixamos de receber R$ 85 mil". Para organizar o desfile são necessários R$ 450 mil. Os diretores da agremiação não pretendem pedir mais verbas aos quatro patrocinadores. "Eles não têm de onde tirar, devido à recessão. Quem tem de contribuir mais é o poder público". Por conta das dificuldades financeiras, não será realizado, neste ano, o desfile de Fantasia de Papel do Galo da Madrugada. Além disso, o café da manhã servido na manhã do sábado será o mais magro dos últimos anos, adianta o presidente. Ao rebater as críticas, o secretário estadual de Turismo, Carlos Eduardo Pereira Cadoca, disse que o presidente do Galo não o procurou para negociar o valor do repasse da verba. "Enéas não esteve aqui para manter um entendimento comigo, para que a gente estipulasse a quantia. Ele não pode ficar reclamando antes de conversar comigo". O secretário, que está em Brasília, colocou-se à disposição para ajudar o clube no que for possível, dentro da realidade financeira do Estado. |
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