![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
PRISÃO Presídio Aníbal Bruno volta à rotina um dia depois do motim O Presídio Aníbal Bruno voltou à sua rotina, ontem, um dia depois do motim realizado por 134 presos do raio oeste do pavilhão D, no final da tarde de segunda-feira. Os detentos atearam fogo em colchões, explodiram botijões de gás e destruíram quase todo o pavilhão, deixando uma pessoa ferida - o preso José Alexandre dos Santos, 29 anos, baleado de raspão no braço. Em represália ao tumulto, os detentos que se rebelaram vão ficar sem o banho de sol diário e o encontro conjugal, previsto para acontecer hoje, além de serem privados da visita no domingo. Quatorze deles, identificados como os líderes, estão no castigo. Pela manhã, o novo diretor do presídio, capitão Carlos Alberto Lino, esteve com a imprensa no pavilhão D para mostrar o estrago. O fogo destruíu quase todo o local e obrigou a direção a redistribuir os presos em outros pavilhões, apesar de eles serem considerados os mais perigosos da unidade. O capitão desmentiu a informação de que o motim teria sido um protesto dos detentos contra a sua entrada no presídio em substituição ao ex-diretor capitão Roberto Galindo. Segundo o novo diretor, os motivos reais só vão ser conhecidos em algum tempo, depois de uma investigação, mas, a princípio, tudo aconteceu por causa de desentendimentos entre os detentos do raio oeste e leste do pavilhão D. "Parece que presos do raio oeste estavam roubando os do leste e estes denunciaram o caso à direção. Prova disso é que os detentos do raio leste saíram do pavilhão sem resistência, enquanto que o restante resistiu até o fim", disse. Para controlar a situação, o presídio recebeu um reforço de 70 homens da Polícia Militar. Mesmo com os estragos, o capitão Carlos Alberto Lino pretendia recuperar o pavilhão D ainda ontem. |
|