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POLÍTICA MONETÁRIA Governo troca de novo o comando do Banco Central e dólar cai para R$ 1,75 por MARIA LUIZA BORGES O Governo Federal trocou, ontem, pela segunda vez em 20 dias, o comando do Banco Central. No lugar de Francisco Lopes, entrou o consultor financeiro Armínio Fraga, que trabalhava para o mega investidor George Soros. A atuação de Lopes vinha sendo considera pouco enfática diante da crise do real. Sua queda foi precipitada pela alta do dólar sexta-feira, quando a cotação fechou em R$ 2,10. O ministro da Fazenda, Pedro Malan, evitou comentar as mudanças, na entrevista que concedeu antes de se encontrar com o representante do Fundo Monetário Internacional, Stanley Fischer. Comentaristas internacionais reagiram, enquanto políticos de oposição fizeram duras críticas. No mercado financeiro, o dólar fechou em baixa, cotado em R$ 1,75. A Bolsa de São Paulo caiu 1,79%. O presidente indicado para o Banco Central, Armínio Fraga, tem ligações com o mais famoso investidor do mundo, o húngaro radicado nos EUA George Soros. Fraga era o principal representante do bilionário Soros Fund, que administra US$ 21,5 bilhões em todo o mundo. O brasileiro foi responsável por negócios malsucedidos no ano passado. Com uma fortuna pessoal estimada em US$ 2 bilhões, Soros, 60 anos, doa anualmente US$ 350 milhões para obras de caridade, o que o torna uma lenda tanto do mercado financeiro quanto no mundo da filantropia. Em 1992, ganhou em um único dia US$ 1 bilhão apostando na queda da libra, mas em 1994 perdeu US$ 600 milhões, ao investir contra o iene. Em setembro, um artigo de Soros no jornal inglês Financial Times detonou a crise que afundou a economia russa. Autor de livros como "A Crise do Capitalismo Global" e "Soros sobre Soros", o mega investidor tem a seguinte máxima: "A sabedoria vigente é de que o mercado está sempre certo. Já eu, aposto que ele está sempre errado. Até se minha suposição estiver ocasionalmente errada, eu a uso como hipótese". |
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