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POLÍTICA MONETÁRIA VII
Dólar cai a R$ 1,75. Bolsa fecha em baixa

SÃO PAULO - O dólar aprofundou, ontem, a queda iniciada na segunda-feira em relação ao real. No câmbio comercial, a moeda fechou a R$ 1,75, com forte baixa de 8,4%. No paralelo, o dólar fechou a R$ 1,60 na compra e R$ 1,75 na venda, com queda de 5,41% e ágio zero. A valorização acumulada do dólar desde a mudança da política cambial foi reduzida. No ápice da valorização, o dólar chegou a acumular alta de 73,41% sexta-feira, quando a moeda fechou a R$ 2,10. No fechamento de ontem, a valorização acumulada era de 44,51%. O Banco Central está analisando as operações realizadas no mercado de câmbio, no dia 29 de janeiro. A intenção é punir os investidores que atuaram para elevar artificialmente a cotação do dólar.

Dois foram os fatores que favoreceram a alta do real. A indicação do economista Armínio Fraga para a presidência do BC animou os operadores, que andavam decepcionados com a atuação de Francisco Lopes à frente da instituição. A percepção é de que Fraga saberá atuar para reduzir a volatilidade das últimas semanas. A decisão do governo de aumentar o limite de posições vendidas em dólar dos bancos, anunciada segunda-feira, ajudou a aumentar a oferta da moeda. Aumentar o limite de posições vendidas significa dar maior liberdade para que os bancos vendam um dólar que ainda não possuem. O limite foi ampliado de US$ 3,5 bilhões para US$ 55 bilhões.

Conforme era previsto, a calmaria no câmbio permitiu que o governo mantivesse o juro do over - mercado de juros de um dia - em 39% ao ano, interrompendo a política de puxar a taxa em 1,5 ponto percentual ao dia.

A Bolsa de Valores de São Paulo fechou em queda de 1,79%, a 8.731 pontos. O volume financeiro foi de R$ 632,4 milhões. No mercado acionário do Rio de Janeiro, a Bolsa registrou queda de 1,37% (I-Senn), com volume negociado de R$ 6,2 milhões. A Bolsa de Nova York caiu 0,77%, enquanto a de Tóquio recuou 0,8%.Na Argentina, o índice Merval da Bolsa de Buenos Aires teve valorização de 1,01%.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.02. 99