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POLÍTICA MONETÁRIA X Financeiras não resistem e sobem juros As principais financeiras de crédito ao consumidor e clientes do comércio, que operam no Recife, resolveram repassar os recentes aumentos de juros no mercado. Com a subida na Taxa do Banco Central ontem, de 36% para 39% ao ano, a resistência aos aumentos acabou. A Losango e a Fininvest chegaram ao patamar de 15% ao mês para financiamentos diretos ao consumidor em prazos de 12 meses. Financeiras são empresas que captam dinheiro junto aos bancos de mercado e repassam aos clientes de varejo, em geral de baixa e média rendas. São os juros mais altos de mercado, até 180% ao ano, com risco de inadimplência alta. Pelo menos 15% dos tomadores de empréstimos em financeiras deixam de pagar ou atrasam os pagamentos, segundo informações da Losango. O maior aumento foi na Fininvest. Os juros básicos, de 13,9% ao mês, praticados até a semana passada, só valem agora para empréstimos a serem pagos em uma parcela. Os outros parcelamentos obedecem a uma escala: 14,8% para retorno em duas a quatro parcelas, 14,9%, para retorno em 5 a 8 parcelas, e 15% ao mês, para retorno em 9 a 12 parcelas. Os juros são simples, ou seja, basta somar os juros mensais para obter o custo final do empréstimo. Quem assume dívida de R$ 500 para pagar em 3 meses, por exemplo, vai desembolsar R$ 222, só de juros, 44%. Na Losango, o aumento foi de 0,5% para todas as faixas de empréstimos, seja direto ao consumidor ou nas lojas credenciadas pela financeira. No comércio, a taxa subiu de 7,9% ao mês para 8,4%. Para crédito direto, a variação vai de 13% a 15% ao mês. A diferença fica por conta da garantia que o cliente oferece. Quem deixa cheques pré-datados ganha a taxa menor, de 13%. Quem vai pagar mensalmente em carnê, leva a pior, 15%. A diferença é a segurança das financeiras, que podem acionar o cliente com cheques e receber o dinheiro até mesmo do banco, se o cliente tiver cheque especial. REDUÇÃO - A financeira Banco Panamericano decidiu inverter a tendência de aumento dos juros e reduziu em cerca de 10% as taxas para empréstimos em cheques, que passaram de 13,4% para 11,9% ao mês. Para empréstimos em carnê, a queda foi de 14,9% para 13,4%. Mas aumentaram as taxas para leasing de automóveis, de 5,2% para 6% ao mês. "Estamos com queda de até 40% no movimento de crédito direto ao consumidor, por isso fizemos a promoção, que vai até o dia 6 deste mês. Depois, virão novas tabelas, mas não sabemos se vai ter aumento", avisa um dos gerentes da financeira Banco Panamericano. |
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