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POLÍTICA MONETÁRIA XIII Queda do real dificultará metas da Anatel para teles Embora o dólar tenha caído ontem, a enorme valorização que a moeda norte-americana acumulou diante do real desde o dia 13 do mês passado pode deixar as empresas de telefonia em dificuldade para cumprir as metas da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) para este ano. De acordo com o superintendente da Telpe (integrante da holding Telemar), Ivo da Costa Prado, a intenção de instalar 120 mil linhas este ano - 40 mil a mais que o exigido pela Anatel - pode ser revista. Ele explica que parte dos equipamentos comprados pela empresa tem componente importado, portanto, com preço tabelado em dólar. "Os produtos são fabricados no País, mas com insumos estrangeiros, o que gera aumentos nos valores finais estabelecidos pelos fornecedores", diz. "Se a diferença entre dólar e real permanecer alta, claro que faremos mudanças nos planos". Prado ressalta que a reformulação dos projetos da empresa será determinada a partir da sede da Telemar no Rio de Janeiro. "Não há ainda uma análise fechada sobre o assunto. No início da desvalorização do real avaliávamos que não seria necessário rever os planos. Depois que o dólar chegou a R$ 2,00, a situação começou a se complicar", declara. Na Tele Nordeste Celular (onde a Telpe Celular está inserida), a crise é encarada com menos apreensão. No entanto, segundo o superintendente da holding Manoel de Deus Alves, "alguma coisa será repensada". Ele diz, todavia, que a crise não acarretará alterações profundas nos planos da empresa. "Quando o valor do dólar se equilibrar, isso será definido". Para Alves, as dificuldades estão levando a empresa a procurar saídas através da criatividade. Ele diz que a crise está interferindo, principalmente, no consumo de aparelhos que são fabricados com insumos importados. "O aumento dos equipamentos pode afetar o acesso de futuros clientes às empresas", afirma. |
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