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ESTADOS UNIDOS Amigo de Clinton depõe no processo de impeachment WASHINGTON - O advogado Vernon Jordan, amigo e conselheiro pessoal de Bill Clinton, foi ouvido ontem pelos deputados republicanos que atuam como promotores no julgamento do impeachment contra o presidente americano e pela equipe de defesa montada pela Casa Branca. Ao mesmo tempo, os senadores, que estão encarregados de decidir se Clinton deve ou não ser removido do cargo, assistiam ao videoteipe das declarações prestadas na véspera pela ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. Clinton é acusado pela oposição republicana - que controla o congresso americano - de ter cometido os crimes de perjúrio e obstrução da Justiça para ocultar a natureza sexual de seu relacionamento com Monica. Os conservadores convocaram Jordan para esclarecer as circunstâncias sob as quais o presidente pediu a ele que conseguisse um emprego para a jovem. Assim como Monica, Jordan não testemunhou ante o plenário do senado e a fita com seu depoimento deve ser vista pelos senadores hoje. De acordo com as regras impostas pela maioria republicana, acusação e defesa tiveram, cada uma, quatro horas para interrogar a testemunha. De acordo com fontes do senado, Monica não disse nada, em seu depoimento, que já não tivesse declarado nos 22 testemunhos que prestara anteriormente. Por isso, a defesa de Clinton abriu mão do direito de interrogar a jovem. No lugar das perguntas, uma das advogadas do presidente, Nicole Seligman, leu uma declaração na qual Clinton pedia desculpas à jovem por causa dos transtornos que o processo de impeachment lhe vêm causando. Hoje, o assessor da Casa Branca Sidney Blumenthal presta depoimento, encerrando a fase de testemunhos. O senado deve reunir-se novamente amanhã para decidir os próximos passos do julgamento político. O senador republicano Orrin Hatch pediu ontem a seus colegas da câmara alta que encerrem o processo de impeachment sem uma votação final, afirmando que isto negaria ao presidente a possibilidade de sair íntegro de seu julgamento. Terminar o julgamento sem uma votação e com uma simples condenação "negaria ao presidente ser absovido, que é o que ele busca para sua própria legitimidade histórica (e estabeleceria) que os artigos (de destituição) em si são a maior forma de condenação", disse ele. |
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