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Regina Pitóscia

Bovespa recua 1,80%

A Bolsa de São Paulo fechou o pregão com queda de 1,80%, em 8.731 pontos, depois de oscilar entre uma alta de 0,22% e uma queda de 4,30%. A baixa das ações foi atribuída a pressões de venda para realização de lucros obtidos pelos investidores com as últimas valorizações. Mesmo com a queda de ontem, a Bolsa acumula alta de 6,85% no mês.

As maiores altas entre as 57 ações do IBovespa foram LightPar ON 24,1%; Light ON, 15,5%; Usiminas PNA, 14,5%; Usiminas PNB, 13,3%; e Cesp PN, 10,7%. As maiores baixas, Aracruz PNB, 10,4%; Siderúrgica Tubarão PN, 10,1%; Unipar PNB, 8,8%; Vale do Rio Doce PNA, 8,5%; e Telepar Celular PNB, 7,7%.

RENDA FIXA - Os bancos voltaram a emitir CDBs prefixados de 30 dias ontem, para acolher grandes quantias, ainda que de forma cautelosa e restrita. A taxa máxima foi de 40% ao ano, ou 2,84% bruto e 2,27% líquido. Nas agências, para o valor de R$ 10 mil, os bancos pagaram em média 31,45% ao ano, ou 2,30% bruto e 1,84% líquido; para o valor de R$ 30 mil, 31,97% ao ano, ou 2,34% bruto e 1,87% líquido; para R$ 50 mil, 33,56% ao ano, ou 2,44% bruto e 1,95% líquido.

Os bancos sentiram mais segurança para emitir CDBs ontem porque o Banco Central manteve estável a taxa do juro no overnight em 39% ao ano. Além disso, as projeções de juro voltaram a cair nos contratos futuros negociados na BM&F. A projeção para este mês, que no dia anterior era de 3,05% ou 52,28% ao ano, caiu para 2,77% ou 46,66% ao ano. A taxa para março, que estava projetada em 3,84% ou 51,15% ao ano, caiu para 3,37% ou 43,76% ao ano.

TENDÊNCIAS - A troca de comando no BC pegou o mercado de surpresa, mas acabou sendo bem aceita. As projeções de juros futuros recuaram, em relação a segunda-feira, assim como as cotações do dólar. As projeções do mercado futuro para este mês recuram de 3,05% ao mês, na segunda-feira, para 2,77%, ontem; para março, de 3,84% para 3,37%; para abril, de 3,03% para 2,56%; para maio, de 3,30% para 2,90%. Para junho, houve alta de 2,69% para 2,71%. Para julho, queda de 3,74% para 3,29%.

Projeções para o dólar recuaram para este mês e os dois próximos. A cotação prevista para o fim deste mês caiu de R$ 1,8559 para R$ 1,7554; de março, de R$ 1,8774 para R$ 1,7832; para abril, de R$ 1,9200 para R$ 1,8100. Com essas novas cotações, os contratos futuros de dólar projetam, em relação à cotação à vista do comercial, de R$ 1,75, alta de 0,31% até o fim deste mês; de 1,89%, até o fim de março; de 3,43%, até o fim de abril.

Ouro

Fechamento: R$ 16,20
Variação: baixa de 7,95%

O ouro movimentado na BM&F fechou o pregão cotado por R$ 16,20, com desvalorização de 7,95%. O volume negociado foi de 590 kg. No mercado de Nova York, na Comex, a onça-troy (31,104 gramas) de ouro foi cotada por US$ 289,30 nos contratos para liquidação em fevereiro.

Dólar

Fechamento: R$ 1,75
Variação: baixa de 5,41%

As cotações do dólar voltaram a despencar ontem, em movimento de ajuste de preços, em busca de um ponto de equilíbrio, depois das fortes altas até a semana passada. O paralelo desvalorizou-se 5,41%, ao ser comprado por R$ 1,70 e vendido por R$ 1,75, e o comercial recuou 8,85%, cotado por R$ 1,60 para compra e R$ 1,75 para venda. A expectativa do mercado é que as cotações permaneçam em queda, embora mais gradualmente.


Jornal do Commercio
Recife - 03.02. 99