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LEGISLATIVO II Oposição festeja "racha" dos governistas A oposição ficou de alma lavada com a eleição da nova mesa diretora da Assembléia Legislativa. Não conseguiu os cargos que queria na composição, mas, de carona na candidatura de Geraldo Coelho (PFL), sustentou a unidade da bancada. "Nós tínhamos 20 votos para Geraldo, deu 21. Não houve as defecções que eles (Governo) esperavam. Esse processo fortaleceu politicamente a oposição", explicou um deputado, que preferiu não se identificar. Para a oposição, a candidatura de Geraldo Coelho significou a "quebra" da unidade da bancada do Governo. "José Marcos é um grande administrador, mas sua candidatura precisou ser calcada pelo Executivo para ser viabilizada. A de Geraldo nasceu aqui dentro da Assembléia, não no 2º andar do Palácio das Princesas (onde fica o gabinete do governador). Fizemos a nossa parte, não vamos nos acomodar com o resultado negativo", avisou Ranilson Ramos (PSB). Para o líder do PSB, Pedro Eurico, a oposição se saiu bem no embate em plenário. O socialista compara com a situação em que o grupo se encontrava antes - espremida pelo Governo para fora de todos os cargos pretendidos na mesa - e quase sem ânimo para disputar a eleição. "A disputa é salutar, oxigena o poder. Se tivéssemos aceito o consenso imperativo, teríamos nos apequenado. Essa disputa representou um grito de rebeldia às determinações do príncipe (o governador)", acrescentou. Concluída a composição da mesa diretora, essa semana será de negociações entre os partidos para escolha dos presidentes das doze comissões temáticas. As mais cobiçadas são Justiça e Finanças. O PSB disputa a segunda, com Ranilson Ramos, mas o PFL acredita que o partido não irá adiante: "Já que eles levaram Geraldo Coelho para essa guilhotina (derrota na mesa diretora), o mínimo é deixarem ele ser conduzido à comissão, sem traumas", ponderou um parlamentar pefelista. |
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