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CARNAVAL IX Toda a alegria e irreverência dos blocos de Olinda O verdadeiro carnaval de Olinda acontece no percurso dos blocos da Velha Marim dos Caetés. Este é o nome, por sinal, de uma das mais tradiconais agremiações do carnaval olidense. É uma troça de frevo, mas possui fantasias e pequenos carros alegóricos. O nome, que virou um apelido da própria cidade, faz referência à tribo de índios que povoou Olinda è época de seu descobrimento, em 1530: os Caetés. Índios, hoje em Olinda, só foliões fantasiados. Na sexta-feira começam a chegar os primeiros. Embora haja algumas troças nesta noite, a maioria desfila mesmo a partir do sábado de Zé Pereira. Pela manhã, são poucas pessoas. Todos estão no centro do Recife, acompanhando o Galo da Madrugada. À tarde, a coisa muda. Em frente ao Clube Atlântico sai o tradicionalíssimo Ceroula de Olinda. A troça reúne milhares de foliões a partir das 15 horas. No Domingo de manhã, uma boa opção é acompanhar o Enquanto Isso na Sala de Justiça. Mas não esqueça, em hipótese alguma, a fantasia. O bloco reúne foliões fantasiados como os mais diversos super-heróis. Dos conhecidos aos mais inusitados: SuperMercado, SuperOito, e Super o que se estiver a fim. Sai às 10h, do Largo da Misericórdia, na Sé. Pelas paredes e muros das ladeiras, em bares e restaurantes, há panfletos com a programação dos blocos, que saem às dezenas todos os dias. Entre um bloco e outro, pode-se parar para um descanso. Alguns pontos são tradicionais. Nos jardins do Museu de Arte Contemporânea (MAC), a paquera costuma correr solta. Muita gente nem sai de lá. Na terça-feira de Carnaval, pela manhã, saem Os Ensaboados, também da Igreja de São Pedro. Caminhões pipa fornecem água. Quem quer se ensaboa e molha quem quiser. Desde o ano passado, a Prefeitura de Olinda baixou um polêmico decreto proibindo o mela-mela. A terça-feira vinha sendo tomada como o dia da brincadeira, quando as pessoas saim às ruas com lama, mangas e tintas para o ataque. "O que não se pode fazer é sujar alguém contra a sua vontade", diz o diretor de Turismo de Olinda Wanderly Bezerra. MAIS FOLIA - Quem pensa que na quarta-feira a brincadeira acabou, se engana. Às oito da manhã sai o mais que tradicional Bacalhau do Batata, do Alto da Sé. À tarde, em frente à casa do cantor Alceu Valença, na rua de São Bento, sai o Urso Maluco Beleza, criado pelo próprio Alceu. Na tarde da Quarta-Feira de Cinzas, muitos grupos de boi, cavalo marinho e maracatus se concentram atrás da Igreja de São Pedro e desfilam pelas ruas de Olinda, já mais vazias. E ainda não acabou o Carnaval. À meia noite, sai da rua 27 de Janeiro o controvertido Segura a Coisa, um bloco que arrasta os foliões mais "naturebas". Seu hino foi gravado por Amelinha e composto pelo olindense de adoção Alceu Valença (o Planet Hemp também faria uma boa releitura). Houve anos em que a brincadeira sofreu pressões da polícia. Quem entende seu nome, sabe o porquê. Mas há, sempre, os foliões fiéis. Na sexta-feira seguinte, um último bloco: "Por que parou?". Sai às dez na noite, também da 27 de Janeiro. |
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