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POTÁSSIO
Vigilância recolhe remédios trocados

BELO HORIZONTE - A Vigilância Sanitária de Minas Gerais deu ontem à tarde prazo de 24 horas ao laboratório Hipolabor, localizado em Sabará, região metropolitana de Belo Horizonte, para que comece a recolher centenas de caixas com ampolas de glicose e de cloreto de potássio produzidas pela empresa e vendidas no país. No sábado, uma caixa do laboratório que deveria conter ampolas de glicose, mas tinha as de cloreto de potássio, foi descoberta na Santa Casa de Guaçuí (ES). Por pouco, médicos do hospital não injetaram o produto em uma paciente, o que poderia tê-la matado.

Segundo o superintendente da Vigilância em Minas, Júlio César Martins Siqueira, técnicos da instituição fizeram uma vistoria no laboratório ontem e constataram que o problema ocorreu no setor de embalagens.

"Encontramos uma série de anotações incompletas que indicaram falhas na hora de colocar os medicamentos nas caixas", disse. Os dois produtos foram produzidos e embalados nos dias 4 e 5 de maio. "A proximidade de datas dos dois lotes também nos fez acreditar nisso", acrescentou.

Apesar do caso ter sido considerado de alta gravidade, o Hipolabor não foi fechado. A interdição só aconteceria, explicou Siqueira, se o erro tivesse sido verificado na linha de produção. Em 1995, o mesmo laboratório foi suspenso pela VS por seis meses, em razão de deficiências nos métodos e nos equipamentos para a fabricação de produtos injetáveis. Só reabriu depois de passar por uma completa reformulação. "Desta vez, o caso foi diferente", afirmou. O laboratório também terá de publicar comunicados em jornais de todo o país alertando clínicas e hospitais para a possibilidade de mais caixas terem sido trocadas.

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Jornal do Commercio
Recife - 03.08.99
Terça-feira

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