LIVROS III
Vestibular aumenta
venda de livros em edições de bolsoAs vezes, convencer um aluno colegial a ler
literatura pode ser uma tarefa tão difícil quanto
fazê-lo passar por média em todas as disciplinas. Em
época de Vestibular então, isso fica ainda mais
complicado. Uma das soluções para este hiato no ensino
brasileiro (que é o não estímulo à leitura), é
achada justamente na edição dos livros de bolso. Por
serem impressos em grandes quantidades (o volume da
edição pode chegar a 100 mil cópias), eles saem por
preços acessíveis à massa de estudantes secundaristas.
Os professores têm nesses pequenos
livros uma poderosa e eficiente arma: seus alunos não
têm mais a desculpa de não possuir dinheiro para
comprar livros, nem ao menos dizer que não encontraram
os textos, porque, afinal de contas, a grande maioria dos
títulos requisitados pelas provas de Vestibular, como
Iracema, de José de Alencar e Memórias Póstumas de
Brás Cubas, de Machado de Assis, são facilmente
encontrados nessas edições de bolso.
"Nossas maiores vendagens
acontecem quando os professores adotam alguns desses
livros no colégio", diz Sonia Maria Vulcanis,
gerente de vendas da editora Paz e Terra. Na livraria
Imperatriz, do Shopping Tacaruna, O Príncipe, de
Maquiavel (citação obrigatória nas aulas de História)
chegou a ter vendas esgostadas na edição de bolso.
"As escolas precisam fazer uma ponte agora entre os
alunos e esses livros. Quando, na própria biblioteca do
colégio, o estudante encontra o título em um formato
bolso, ele se sente estimulado a ler mais", acredita
a professora de Redação e Literatura, Renata Pimentel.
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