![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
EDUCAÇÃO II Professores do Recife cobram plano de carreira Professores da rede municipal do Recife fizeram ontem uma greve de advertência para cobrar da Prefeitura a implantação do Plano de Cargos e Carreira (PCC), que vem sendo discutido desde o ano passado. Com a paralisação, cerca de 130 mil alunos de 200 escolas municipais não tiveram aula, apesar do semestre ter começado oficialmente ontem. Enquanto o PCC não for enviado para a Câmara de Vereadores para ser votado, os docentes garantiram que vão trabalhar somente a metade de cada turno. E se até o final dessa semana nada ficar definido, os professores realizarão nova assembléia na segunda-feira (09), quando decidem se paralisam ou não as atividades. Segundo a representante do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino da Rede Oficial do Recife (Simpere), Telma Lucena, a Secretaria Municipal de Educação se comprometeu a mandar o projeto em maio deste ano, o que não aconteceu. O secretário municipal de Educação, Sílvio Amorim, garantiu, no entanto, que hoje ou amanhã o projeto será apresentado à categoria. "Nosso interesse é ajudar os professores. É preciso que eles entendam que estamos tentando fazer o melhor para todos. O atraso se deve porque estamos querendo fazer um projeto sem falhas", justificou Amorim. O secretário ressaltou ainda que a implantação do PCC vai representar um aumento na folha de pagamento e, portanto, precisa estar de acordo com a Secretaria de Finanças. O PCC consiste em progressões salariais, de acordo com três aspectos: titulação, tempo de serviço e desempenho do professor. Segundo Telma Lucena, atualmente não existe nenhum plano para que os docentes que tenham curso superior ou pós-graduação recebam a mais por isso. Lucena disse também que não existe nenhum critério para promover um professor por desempenho. "Queremos que haja um mecanismo definido para que possamos ter aumento de salário por desempenho". Quanto ao tempo de serviço, os aumentos acontecem de quatro em quatro anos para as faixas salariais de 1 a 8, e de três em três anos para as faixas salariais de 9 a 15, mas os docentes querem diminuir este intervalo de tempo. Eles reivindicam ainda um aumento percentual sobre esses valores. Hoje é de 3%, mas os professores querem que passe para 5%. |
|