![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
ESCULTURA II Arquiteta que integra comitê afirma desconhecer decisão "Estamos todos surpresos, não sei absolutamente nada sobre isso". Foi essa a reação da arquiteta Elisabeth Araruna, uma das integrantes do comitê organizador do projeto Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife, sobre a censura ao trabalho de Francisco Brennand. A arquiteta disse que, até receber a carta-renúncia do artista plástico, pensava que ele estava fazendo as esculturas. Segundo Elisabeth Araruna, o assunto será discutido na próxima reunião do comitê com os organismos governamentais envolvidos no projeto. "Ainda não tenho opinião formada sobre a renúncia", diz. Enquanto isso, ela garante que as outras etapas continuam em andamento, sem problemas. O projeto é uma parceria da Prefeitura do Recife, do Governo do Estado, do Ministério da Cultura e da Universidade Federal de Pernambuco. O nome é uma homenagem ao painel Eu Vi o Mundo... Ele Começava no Recife, pintado pelo artista plástico pernambucano Cícero Dias, em 1926. O custo está estimado em R$ 6 milhões, sendo 50% para os eventos culturais programados para os armazéns 12, 13 e 14 do porto, que acontecerão de 31 de dezembro a 30 de abril de 2000. Os empreendedores do projeto irão procurar recursos do setor privado, com apoio da Lei Rouanet. Procurado para falar sobre o assunto, o prefeito do Recife, Roberto Magalhães, disse que a questão deveria ser tratada com os empreendedores, responsáveis pelo projeto. "A prefeitura apenas apoiou a iniciativa", respondeu. O arquiteto Paulo Roberto Barros e Silva, um dos autores do projeto, foi procurado pelo JC, mas encontra-se viajando pelo interior do estado. |
|