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PRODUÇÃO Técnica acelera extração de princípio ativo de erva CARUARU - Um novo equipamento criado pelos técnicos do laboratório Hebron, batizado por Unidade de Tecnologia Fitoterápica, vem reduzindo o tempo de produção do extrato das ervas utilizado na fabricação do Giamebil, medicamento indicado para o combate à giárdia e à ameba. Pela tecnologia anteriormente utilizada pela empresa, comum aos demais laboratórios fitoterápicos do país, gastava-se em média 20 dias para o preparo do extrato, que contém o princípio ativo do medicamento. Agora todo este trabalho ficou reduzido para menos de um dia, o que resulta na economia de tempo e no aumento da produção. No processo anterior, a menta (Mentha crispa) era ressecada à sombra, sempre em temperatura ambiente, por um prazo mínimo de duas semanas. Para isso, a empresa utilizava um galpão cedido pela prefeitura, localizado no Alto do Moura. Após passar por uma estufa, para a eliminação do restante do líquido existente na erva, a menta era moída e submetida à percolação, ou seja, o processo de extração do princípio ativo, quando é adicionada ao álcool e à água. Hoje, todo o processo para elaboração do extrato, desde o momento em que a menta é retirada das plantações da fazenda pertencente à empresa, não gasta mais do que sete horas. Na nova técnica, a erva é moída em alta rotação, para que as células se abram, e depois misturada com solvente. Depois de 4 a 6 horas, o extrato é colocado em uma prensa. A etapa seguinte é a filtragem, para que todo o material sólido fique retido. "Outra vantagem do novo processo é que neutralizamos a perda do princípio ativo que ocorre durante a secagem do vegetal", ressaltou o farmacêutico Luiz Pianovski, diretor industrial da empresa. Ele explicou que através de análises laboratoriais realizadas no Departamento de Farmácia da UFPE ficou comprovado um aumento de 100% no princípio ativo do medicamento com a nova técnica. |
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