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PRIVATIZAÇÃO Solução para a CTU exige agilidade A Prefeitura da Cidade do Recife (PCR) precisa de agilidade na conclusão do novo edital de privatização da Companhia de Transportes Urbanos (CTU), que pode ser publicado na próxima semana. A pressa é exigida pela necessidade da melhoria dos serviços prestados aos usuários com os limitados recursos disponíveis. A frota de coletivos está, a cada dia, mais desgastada e com manutenção deficiente por falta de verbas. Não será fácil para a secretaria de Finanças conseguir mais dinheiro para reforçar o caixa da estatal, diante das dificuldades provocadas pela concentração de recursos pelo Governo Federal. Todo mês, a PCR investe cerca de R$ 100 mil na CTU e ainda tem que arcar com a responsabilidade do aumento de R$ 1 milhão na dívida da estatal."Estamos correndo contra o tempo porque a CTU fica cada vez mais debilitada. O esforço é para tentar manter a frota rodando tentando inclusive, remanejar coletivos", afirmou o secretário de Serviços Urbanos, Heraldo Borborema, acrescentando que "não será possível fazer grandes investimentos em 60 dias". O segundo leilão deve ocorrer até outubro. Na primeira tentativa em janeiro passado não houve compradores. Segundo Borborema, os técnicos da PCR estão analisando os impactos financeiros da parcela da dívida que vai ser assumida pelo município (o débito com o INSS), para que a CTU se torne mais atraente. A estatal deve atualmente cerca de R$ 52 milhões, sendo R$ 26 milhões ao INSS. Seu patrimônio é de R$ 23 milhões. Enquanto não sai a definição do novo edital da CTU, os serviços prestados pela estatal continuam de mal a pior. Os funcionários da CTU se esforçam para manter a frota de 173 ônibus a diesel e 49 trólebus (elétricos) operando nas 30 linhas. Ontem, voltou a rodar mais um trólebus recuperado nas oficinas da CTU. De acordo com o vereador Luiz Helvécio (PSDB), desde janeiro de 1997, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos (EMTU) deixou de fazer a avaliação semestral dos serviços da CTU. "Se a fiscalização fosse feita a CTU já teria perdido o direito de usar as linhas", afirmou o vereador, que é presidente da comissão de privatização da estatal. |
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