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VENDAS 557,4 mil consumidores do Recife estão inadimplentes Em julho, a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) registrou uma queda de 0,56% no número de consultas ao Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) com relação ao mesmo período do ano passado. O SPC mede as vendas no crediário do comércio do Recife. Foram 323.667 consultas, contra 325.483 em julho de 98. Esse índice representa um "equilíbrio" nas compras do comércio recifense, na avaliação do presidente da CDL, Eduardo Catão. Ele divulgou, também, os números da inadimplência. Julho encerrou com 557.440 consumidores inadimplentes, um aumento de 0,36% maior em relação a junho. "Essa redução do número de consultas foi muito pequena. Em comparação com o início do ano, o número de consultas ao SPC está bastante elevado, mesmo quando há uma expectativa de inflação anual por volta de 8% e o mercado cobra juros de 13% ao mês", observou Catão. Segundo o presidente da CDL, pode ter ajudado na diminuição do número de consultas até o fato de o feriado da padroeira do Recife, Nossa Senhora do Carmo, ter sido numa sexta-feira, ajudando a baixar também o movimento do sábado. Ainda de acordo com números da CDL, o total de carnês atrasados caiu 45,68% de julho de 98 para o mês passado, quando 30.070 compras não foram pagas e entraram para registro de ocorrências do SPC. Nesse mesmo período, o número de carnês que estavam em atraso e foram quitados caiu de 38.816 para 24.997. Isso significa uma redução de 35,6% do número de exclusão do SPC. EXPECTATIVAS - Catão se disse preocupado com o plano do Governo do Estado para demitir funcionários. "Esse plano preocupa porque qualquer possibilidade de aumento do desemprego afasta as pessoas do consumo", declarou. Mesmo assim, a CDL espera um aumento de 8% a 10% nas vendas do comércio deste ano para o Dia dos Pais. Segundo ele, as vendas de CDs, roupas e perfumes deverão ser as que mais vão vender. "A média de preços das compras deve ficar baixo: R$ 30,00 e R$ 40,00", acredita Catão. Ele observou que os salários estão quase iguais e os aumentos de tarifas públicas têm aumentado os gastos das famílias. |
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