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BALANÇO Chesf fecha semestre com pequeno prejuízo A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) fechou o primeiro semestre deste ano com um prejuízo de quase R$ 400 mil. O resultado teve como principal influência a desvalorização do real que, no início deste ano, fez com que o passivo da empresa sofresse um expressivo reajuste. O total de débitos da empresa está em torno de R$ 5 bilhões, dos quais R$ 1 bilhão foram contraídos em moeda estrangeira. Logo no início deste ano, o prejuízo registrado era de cerca de R$ 700 mil. No entanto, a acomodação do mercado financeiro, que fez a moeda se estabilizar em um patamar menor, acabou diminuindo o impacto nas contas da Chesf. Dos empréstimos tomados pela Chesf, 26,4% foram feitos em moeda estrangeira - dólar americano e marco alemão. Esses financiamentos serviram para modernizar as usinas hidrelétricas e aumentar a capacidade de geração de energia da estatal, principalmente com a construção da usina de Xingó que ainda está sendo objeto de pagamento. No início deste ano, quando ainda existia a expectativa de que a Chesf ainda seria privatizada em 99, a companhia foi pega de surpresa e acabou em situação complicada com o aumento de parte do seu passivo, praticamente de um dia para o outro. Entre janeiro e março deste ano. No mesmo período, as despesas financeiras decorrentes das obrigações em moeda estrangeira passaram de R$ 678,2 milhões para R$ 410,1 milhões, representando um ganho de R$ 268,2 milhões. A Diretoria Econômico-financeira da Chesf apurou que, entre o primeiro e o terceiro mês, o dólar sofreu uma redução de 16,26%, enquanto o marco alemão caiu 22,07%. Ao final do primeiro trimestre, o diretor econômico da Chesf, Luiz Godoy, afirmou que ainda era possível acreditar em uma reversão nos resultados de 99. Para ele, dois fatores poderão contribuir para essa mudança: o dólar se manter no patamar de R$ 1,70 e ocorrer uma retomada no crescimento do mercado e, conseqüentemente, incremento da receita da companhia. |
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